Saudade da Morena
Levantei cedinho, no romper do dia,
Abracei a viola, comecei cantar…
Lembrei da morena que há tempo não via
O meu coração começou chorar…
Fiz belos ponteados do jeito caipira
Bateu a saudade no meu velho peito
Toquei uma toada, depois um catira
Pra viver sozinho assim não tem jeito
A viola tiniu e o meu peito gemeu
Lembrei do passado e não agüentei
Cantei mais um verso do jeitinho meu
Minha voz sumiu, então eu chorei
Encostei o pinho e fui para um canto
É tanta saudade que eu já não agüento..
Peguei o meu lenço, enxuguei o pranto
A dor é demais, tanto sofrimento…
Arrumei minha mala e saí pelo mundo…
De cidade em cidade eu fui procurar…
Não quero morrer como um vagabundo
Aquela morena ainda hei de encontrar.
13.12.2007 – Jairo de Lima Alves









