José deu ordem de encher de trigo suas sacas, de restituir o dinheiro de cada um em sua bolsa e lhes dar provisões para o caminho. Assim lhes foi feito. Eles carregaram o mantimento sobre seus jumentos e se foram. Mas quando um deles, de noite, no acampamento, abriu a saca de trigo para dar forragem a seu jumento, viu que seu dinheiro estava na boca da saca de trigo. Ele disse a seus irmãos: “Devolveram o meu dinheiro, eis que está na minha saca de trigo!” Então, desfaleceu-lhes o coração e se entreolharam tremendo e disseram: “Que é isto que Deus nos fez?” Voltando para a casa de Jacó, na Terra de Canaã, contaram-lhe tudo o que lhes sucedera. “O homem que é Senhor da Terra,” disseram eles, “nos falou duramente e nos tomou por espiões da terra. Nós lhe dissemos: ‘Somos sinceros, não somos espiões – nós éramos doze irmãos, filhos de um mesmo pai; um de nós não existe mais e o mais novo está agora com nosso pai, na Terra de Canaã’. O homem que é senhor do país, nos respondeu: ‘Eis como saberei se sois sinceros: deixai comigo um de vossos irmãos, tomai o mantimento de que necessitam vossas famílias e parti; mas trazei-me vosso irmão mais jovem e saberei que não sois espiões, mas que sois sinceros. Então, eu vos devolverei vosso irmão e podereis circular na terra.’ ” Quando eles esvaziavam suas sacas, eis que cada qual tinha em sua saca a bolsa de dinheiro, e quando eles viram suas bolsas de dinheiro, tiveram medo, de seu pai. Então, seu pai Jacó lhes disse: “Vós me privais de meus filhos! José não existe mais, Simeão não existe mais e quereis tomar Benjamim. É sobre mim que tudo isso recai.” Mas Rúben disse a seu pai: “Mata os meus dois filhos se eu to não restituir. Entrega-mo e eu to trarei de volta!” Mas ele retrucou: “Meu filho não descerá convosco! Seu irmão morreu e ele ficou só. Se lhe suceder desgraça na viagem que ireis fazer, na aflição faríeis descer minhas cãs ao Xeol.”








