ENSINO FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO: DIFERENÇAS DAS PRÁTICAS DE ENSINO COM A LÍNGUA PORTUGUESA
Estagiário: Jairo de Lima Alves
RESUMO
Além da educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio integram a educação básica brasileira. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento criado para nortear educadores e instituições de ensino sobre os conhecimentos considerados essenciais e indispensáveis ao desenvolvimento de crianças e jovens, em idade escolar. Com duração total de 9 anos, o Ensino Fundamental é a etapa da educação básica que prepara o estudante para dominar a leitura, escrita e interpretação, capacitando o aluno para compreender o ambiente social em que está inserido. A Língua Portuguesa, neste contexto, deve ser ministrada, levando-se em conta o conhecimento integrado do educando com as demais disciplinas. O Ensino Médio, que tem três anos de duração, é comumente associado a preparação dos jovens para o Enem e demais vestibulares. No entanto, essa etapa escolar pode também trabalhar o autoconhecimento, autonomia intelectual, pensamento crítico, entre outros. Ao concluir o Ensino Médio, o jovem estará apto para o mercado de trabalho. No entanto, é necessário que ele continue investindo na qualificação profissional, através de uma graduação, curso técnico, curso de idiomas, e outros.
Palavras-chave: educação, escola, estudo.
1 INTRODUÇÃO
Ensino Fundamental e Ensino Médio. Cada uma destas áreas, também são divididas por etapas, que são as séries escolares. O aprendizado deve ser contínuo, para abranger uma gama de assuntos diversos, no contexto de Língua Portuguesa. Os conhecimentos “de base” em linguagem não podem ser deixados de lado pelo professor, visto que a sua aplicação prática na vida do aluno, é indispensável para a formação de cada um, pois auxilia no contexto geral dos demais conhecimentos. O professor, ao ministrar aulas aos alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, precisa ter em mente que “a duração do Ensino Fundamental é de nove anos, sendo a matrícula obrigatória para todas as crianças com idade entre 6 e 14 anos; e, entre 7 e 15 anos de idade para nascidos no segundo semestre”. Já o Ensino Médio é distribuído em 3 séries, para alunos com idade entre 15 e 18 anos, tendo que cursar um ano para cada período.
2 ENSINO FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO: DIFERENÇAS DAS PRÁTICAS DE ENSINO COM A LÍNGUA PORTUGUESA
O ensino fundamental faz parte da chamada educação básica, é uma etapa escolar com duração de 9 anos e a matrícula é obrigatória para todas as crianças do País, com idade de 6 a 14 anos. Ele está dividido em anos iniciais que vão do 1º ao 5º ano, e anos finais que vão do 6º ao 9º ano.
O ensino médio é a etapa da educação que vem logo após o fundamental, sendo composto por três anos de estudos. Ele é considerado como ensino secundário, no sentido de ser posterior ao fundamental. Ele também tem como característica ser usado como preparação dos alunos para a faculdade.
1º e 2º grau eram os nomes usados antigamente para as mesmas etapas que hoje chamamos de fundamental e médio. A diferença é que o 1º grau era composto de 8 anos apenas e não 9 como atualmente. O 1º grau foi uma fusão do mais antigo ainda do curso primário com o ginasial.
A Língua Portuguesa fundamenta-se em três grandes eixos: a leitura, a escrita e a oralidade. Através de elementos mediadores entre o aluno e o objeto de estudo, podem ser apresentadas as mais diversas formas de se relacionar com esses elementos, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.
É importante que o professor leve para a sala de aula todo tipo de texto: literário, informativo, publicitário, dissertativo, colocando essas linguagens em confronto, não apenas as suas formas particulares ou composicionais, mas o próprio conteúdo apresentado.
A partir da amostragem, e percebendo o nível do educando, o professor pode fazer as adequações, de acordo com o potencial de seus alunos, observando sobretudo, as características do ensino fundamental e do ensino médio, com os quais ele quer transmitir conhecimento relativo à Língua Portuguesa, com as devidas práticas de ensino.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo de aprendizagem, entre alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, na Língua Portuguesa, é diferente conforme a região. Na Região Norte, por exemplo, apenas 27% dos estudantes que ingressam no Ensino Fundamental terminam o Ensino Médio, levando, em média, 15,1 anos para completar a trajetória escolar da Educação Básica. Na Região Sudeste, esse índice é de 49% e o tempo necessário é, em média, 12,7 anos. Fica evidente que as taxas de retenção dos alunos ainda são altas, o que leva à discrepância, entre o tempo de permanência na escola e a quantidade de anos de estudo. Considerando as médias nacionais, um período de permanência de 8,5 anos no Ensino Fundamental garante a conclusão de 6,6 séries. Este retrato da realidade explica, em parte, o fato de 39% dos alunos do Ensino Fundamental apresentar idade superior à adequada para a série que cursam. Ainda mais: reforça a necessidade de se tratar a distorção idade-série como problema de grande importância para as políticas públicas educacionais brasileiras. As informações foram compiladas, com base em dados contidos em pesquisa acadêmica. Link https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/9696/9696_5.PDF
4 REFERÊNCIAS
ALMEIDA, S. C. M. de. A ordem dos clíticos pronominais em turmas de 9º ano: diagnose, análise de dados e proposta pedagógica. 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS) – Faculdade de Letras, UFRJ, Rio de Janeiro, 2018.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: Língua Portuguesa. Brasília. MEC/SEF, 1998.
COSTA, J. Desenvolvimento da linguagem e ensino de língua materna. In: MARTINS, M. A. (Org.). Gramática e ensino. Natal: EDUFRN, 2013. p. 205-224. (Coleção Ciências da Linguagem Aplicadas ao Ensino, v. I).
MENDONÇA, M. R. de S. Análise linguística no Ensino Médio: um novo olhar, um outro objeto. In: BUNZEN, C.; MENDONÇA, M. (Org.). Português no Ensino Médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006. p. 199-226







