POTENCIALIDADES E DESAFIOS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
JAIRO DE LIMA ALVES
LETRAS – 20063617 5
RESUMO
O artigo ora apresentado, contempla os resultados de conteúdos no curso de Letras, especificamente para a disciplina ESTÁGIO SUPERVISIONADO DA LÍNGUA INGLESA, EaD da UniCesumar. A pesquisa é de natureza narrativa e fundamentada no ensino e aprendizagem do idioma americano, para o exercício da profissão professor. Aborda os desafios da profissão e o status desta na cultura escolar, bem como a finalidade do ensino de Língua Inglesa no currículo escolar, propriamente dito. Em síntese, trata das práticas pedagógicas tradicionais quanto de expectativas de alunos que não condizem com os propósitos da disciplina na escola. As pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem de Língua Inglesa já evidenciam que os desafios da educação básica não são poucos e que, se faz necessária uma mudança ampla para que as condições de trabalho, de formação do professor e mesmo, da disciplina no currículo da educação básica ganhe novas diretrizes. Dentre as razões para aprender a Língua Inglesa estariam: as demandas de uma sociedade globalizada, a possibilidade de melhores oportunidades profissionais, o manuseio de tecnologias digitais e em última instância, a experiência de conhecer a diversidade linguística e cultural de outros países.
Palavras-chave: Ensino e Aprendizagem. Língua Inglesa. Educação Básica.
1 INTRODUÇÃO
O ensino de Língua Inglesa no contexto da educação básica há muito tempo vem sofrendo com o discurso de insucesso, da falta de alcance de níveis mais elevados de aprendizagem no percurso de oito anos de estudo na escola regular e, sobretudo, por ainda persistir o desânimo dos próprios alunos, que não observam a evolução nos conteúdos estudados e que, ano após ano, sempre o ponto de partida e de chegada acaba sendo o estudo do verbo to be, numa espécie de jornada cíclica que não se chega a lugar algum. Soma-se o excesso de cobrança com o professor que, ao ter sua prática comparada ao do instrutor das escolas de idioma, vê-se em grande desvantagem com as condições de ensino adequado. Embora os propósitos de ensino em ambos os espaços sejam diferentes, as cobranças e as comparações dos resultados alcançados no aprendizado de idioma e na escola, tem a tendência de enfraquecer o sistema e as condições de ensino em cada um destes espaços, relegando ao professor da educação básica toda a responsabilidade pelo baixo nível de aprendizagem no idioma. Os professores da educação básica convivem com a falta de proficiência no idioma ou de perpetuarem uma didática tradicional o que contribuiria para que o cenário de ensino e de aprendizagem da Língua Inglesa na escola esteja constantemente no centro das pesquisas sobre formação de professores de línguas. Então, o presente artigo contempla um recorte de pesquisa com a experiência de professores no contexto da narrativa apresentada para o ensino da língua inglesa. Ninguém nasce professor, mas sim torna-se professor a partir das experiências adquiridas ao longo de algum tempo, com o acesso aos bens sociais e culturais, dos modelos de professores existentes no magistério, assim como dos discursos divulgados sobre a profissão. Isso significa dizer que ser professor decorre de uma construção histórica, social e cultural, em oposição a uma concepção inata e sacerdotal da profissão, quando é vinculado o exercício da profissão professor a um conjunto de habilidades natas ou de uma perspectiva missionária doutrinária. Desse modo, quando ingressam nos cursos de formação, os futuros professores já trazem consigo um repertório de concepções e de crenças sobre a profissão e sobre a pessoa do professor, uma herança das trajetórias de vida e escolares de cada um.
2 REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA NO ENSINO FUNDAMENTAL E NO ENSINO MÉDIO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Ser professor demanda investimento, formação constante e a compreensão no decorrer do tempo. Ser professor pode desencadear sentidos diferentes, de acordo com a experiência em sala de aula, na educação básica. Em outras palavras, a profissão professor e o sujeito professor podem ser mais ou menos valorizados ou reconhecidos e a profissão pode ser mais ou menos atraente, aspectos que impactam o processo de construção da identidade profissional. Assim, a identidade docente pode ser construída pelo significado que cada professor, como profissional, confere à atividade docente no dia a dia, com base em valores, como modo de situar-se no mundo, história de vida, representações, e tantos outros atributos. Há que se destacar ainda a manutenção de um discurso em que figura o professor como o responsável pela transformação social, resquícios oriundos de ideologias que têm se cristalizado no imaginário da sociedade. Neste aspecto, há que se considerar que “a finalidade do ensino de Língua Inglesa na educação básica envolve a problemática da ineficiência do ensino da Língua Inglesa nas redes escolares, o que desperta nos professores o desejo de aplicar métodos mais eficazes no processo-aprendizagem. Para tanto, a problematização constante entre as condições de trabalho do professor da educação básica, o conhecimento da realidade vivenciada pelos alunos e professores, com os pressupostos teórico-metodólogicos apresentados nas legislações pertinentes. Isso pode auxiliar na superação do discurso do ‘fracasso’ ou da ‘impossibilidade’ de ensinar e aprender uma língua estrangeira, obedecendo os conceitos ultrapassados. Os alunos entendem que o ensino de Língua Inglesa na educação básica, tem o objetivo de ampliar o conhecimento do inglês e pode ajudar muito as pessoas neste mundo globalizado. Eles sabem que as pessoas precisam saber falar o inglês, mesmo que seja para os trabalhos que desenvolvem, e nos contatos diários, tanto na Internet quanto nas relações interpessoais. Saber a Língua Inglesa possibilita o contato do aluno com outras culturas, e tudo pode ter início na educação básica como oportunidade de conhecimento da diversidade linguística e cultural. Assim, o objetivo da disciplina da educação básica, não é só um exercício intelectual em aprendizagem de formas e estruturas linguísticas em um código diferente, mas também uma experiência de vida, pois amplia as possibilidades de se agir discursivamente em todo o mundo civilizado. Portanto, para a construção das identidades profissionais, acaba sendo a escola o espaço em que todos passam boa parte de suas vidas, vivenciando diferentes práticas pedagógicas na condição de alunos. Nesse sentido, discutir a concepção de identidade profissional, se torna pertinente no sentido de ilustrar a situação de qualquer profissão.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para se compreender as dificuldades apontadas para o ensino e a utilização do idioma inglês, é preciso que seja feita uma análise bem profunda sobre a eficácia da língua inglesa na atualidade. As manifestações de autoridade linguística são positivas no sentido de instrumentalizar professores e alunos para o conhecimento do idioma americano, de muita utilidade no mundo moderno, nas relações interpessoais e de negócios. As manifestações reafirmam a eficácia específica do fato de que parecem encerrar em si mesmas o princípio de um poder que reside efetivamente nas condições institucionais de sua produção e de sua recepção. Os discursos sobre o inglês entre pessoas que desistiram de cursá-lo apresentam disposições, socialmente modeladas, que legitimam o lugar de autoridade dessa língua, engendrando sua “necessidade virtual e inevitável”, localizando, em sua maior parte, suas resistências como sintoma de incompetências e indisposições individuais. Compreender essas disposições é um passo pedagógico importante contra a individualização do fracasso. Sem dúvida, a deficiência como falta constitutiva do indivíduo, é um fator muito discutido entre os falantes do idioma. Nesse sentido, professores de língua inglesa devem estabelecer debates sobre a imposição e estratégias não ingênuas de resistência e se engajar na luta para visibilizar políticas linguísticas de alto nível, fortalecendo o interesse para a aprendizagem do inglês, promovendo não uma campanha contra esta língua, mas sua apropriação crítica e necessária em tempos de globalização.
4 REFERÊNCIAS
Língua Estrangeiras Modernas. Secretaria de Educação Básica: Curitiba, SEED, 2008. PASSOS, Mauro. A mística e o mito da era de ouro do magistério: trabalho, profissão e vocação – percurso histórico em Minas Gerais (1892-1977) In: PASSOS, M. (org.). A mística da identidade docente: tradição, missão e profissionalismo. Belo Horizonte, MG: Fino Traço, 2011. p. 91-124. PIMENTA, Selma G. Formação de professores: saberes da docência e identidade do professor. In: Fazenda, I. (org.). Didática e interdisciplinaridade. 7. ed. Campinas, SP: Papirus, 1998. p. 161-178. SIQUEIRA, Domingos S. P. O desenvolvimento da consciência cultural crítica como forma de combate à suposta alienação do professor brasileiro de inglês. Inventário, UFBA, v.4, n.1, p.1-27, 2005. SIQUEIRA, Domingos S. P.; ANJOS, Flavius A. Ensino de inglês como língua franca na escola pública: por uma crença no seu (bom) funcionamento. Muitas Vozes, Ponta Grossa, v.1, n.1, p.127-149, 2012.








