‘Zeitgeist’ é uma expressão alemã que define o conceito de teologia em cada época da Espiritualidade Cristã. É preciso que haja um ‘aprofundamento’ nos estudos teológicos, muito além da forma ‘generalizada’ em que a Teologia apresenta a ideia de ‘Estudos sobre Deus’.
Assim sendo, necessário é ‘estabelecer’ a ideia da contemporização do texto do profeta Jeremias 7:21-23.
Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: “Juntem os seus holocaustos aos outros sacrifícios e comam a carne vocês mesmos! Quando tirei do Egito os seus antepassados, nada lhes falei nem lhes ordenei quanto a holocaustos e sacrifícios. Dei-lhes, entretanto, esta ordem: ‘Obedeçam-me, e Eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo’. Vocês andarão em todo o ‘Caminho’ que Eu ordenar, para que tudo vá bem a vocês. (NVI – Nova Versão Internacional – Português)
De início, é bom esclarecer que o ‘Zeitgeist’ dos Israelitas no Egito tinha um significado, já no período da peregrinação Deus estava exigindo os ‘holocaustos’ e ‘sacrifícios’, como uma ordem. Portanto, no caso, a Teologia tinha outro sentido para o povo de Israel, na visão do profeta Jeremias. Então, o ‘tema teológico’ da passagem era o ‘sacrifício’, representado pelos ‘holocaustos’.
O profeta entendia que a relação com Deus era direta e a obediência à ordem era expressa, para que os filhos de Deus ‘pudessem’ ter paz e prosperidade.
Assim, os líderes deveriam seguir a orientação profética de Jeremias, sem duvidar da promessa de Deus, que nunca falha. O ‘sentimento’ de obediência aos ‘princípios’ era manifesto, caso contrário o povo pagaria um ‘preço’ caro pela omissão.
Na passagem de Jeremias 7.21-23, fica evidenciado que o ‘sacrifício’ fazia parte do ‘Zeitgeist’ da época, cujo sentido era “a estrita obediência à ordem divina”, oferecendo os ‘holocaustos’ para ninguém viesse a perecer, pela falta de ‘obediência’. No entanto, com o advento do Novo Mandamento, a aplicação do ‘Zeitgeist’ tem novo sentido, visto que Jesus Cristo é o ‘verdadeiro’ Sacrifício para a redenção humana.








