É de domínio público a ‘questão’ referente aos Estudos Bíblicos nos tempos modernos, apesar de tantos cursos de Teologia ministrados por grandes Universidades
Introdução
Sem dúvida, as comunidades cristãs estão ‘sofrendo’, pela ‘absoluta’ falta de qualidade no ensino bíblico. Nos primórdios, notáveis ‘exegetas’ dedicavam-se ao aprofundamento de Estudos Bíblicos, criando institutos para ‘dar instrução’ aos ministros da ‘causa’ evangélica.
Ao contrário do que ocorria há alguns decênios, existem ainda nos dias atuais, ‘teólogos e pregadores’ pouco preocupados em oferecer ‘conteúdos’ em seus púlpitos, satisfazendo-se ‘tão somente’ em ministrar ‘mensagens avivalistas’, sem o devido conhecimento da ‘Palavra’. As ‘aberrações’ acontecem todos os dias, promovendo o ‘espírito divisionista’ nas organizações ‘ditas’ evangélicas, as Comunidades de Fé. Verifica-se, com isso, simplesmente o ‘desejo de liderança’ entre os pseudo-líderes religiosos, completamente ‘desprovidos’ de conhecimento bíblico e da verdadeira ‘Espiritualidade’. Na verdade, se preocupam muito mais com o ‘status’, ao mesmo tempo em que pregam o ‘ódio’ e a ‘xenofobia’ aos seus liderados.
Desenvolvimento de Exegese
Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: “ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios e comei carne; porque nada falei a vossos pais, no dia em que os tirei da Terra do Egito nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios.” Mas isto lhes ordenei, dizendo: “dai ouvidos à minha voz, e Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o Caminho que Eu vos ordeno, para que vos vá bem. (Jeremias 7:21-23 ARA)
Com relação aos Estudos e pregações, é preciso adotar ‘postura’, com ‘foco’ bem definido na elaboração da ‘exegese pretendida’ sobre o texto escolhido, do Antigo Testamento ou do Novo Testamento. A escolha é necessária para o ‘exercício’ teológico, num processo eficiente e com o máximo de clareza.
Na passagem de Jeremias 7.21-23, fica evidenciado que o ‘sacrifício’ fazia parte do ‘Zeitgeist’ da época, cujo sentido era “a estrita obediência à ordem divina”, oferecendo os ‘holocaustos’ para que ninguém viesse a perecer, pela falta de ‘obediência’. No entanto, com o advento do Novo Testamento, a aplicação do ‘Zeitgeist’ tem novo sentido, visto que Jesus Cristo é o ‘verdadeiro’ Sacrifício para a redenção humana.
O texto em apreço, apresenta acentuadas ‘polêmicas’ nas comunidades bíblicas, sendo de fundamental importância o estudo contextual do Antigo e do Novo Testamentos.
A palavra para ‘sacrifício’ é קָרְבָּן (pronunciada: korban). É uma palavra fascinante. Sua raiz é ק–ר–ב. Esta é a definição de ‘sacrifício’, com a respectiva tradução, para a compreensão em sua forma original na língua ‘hebraica’. A autoria da ‘expressão’ é atribuída ao profeta, nos anos 650 a.C, no Egito Antigo.
Os Desdobramentos
A estrutura, em sua essência, segue o ‘padrão’ da Teologia Bíblica, para o ‘aprofundamento’ de Estudos Bíblicos pertinentes, em relação que fora proposto pelo profeta no ‘aludido’ texto. Os ‘segmentos’ teológicos são apontados com o fim de apresentar as ‘técnicas’ exigidas pela exegese. A ‘perícope’, que é a passagem da Bíblia utilizada para o sermão, terá interpretação lógica, de forma contextualizada. A ‘delimitação’ se resume na vontade ‘expressa’ do exegeta, atendo-se ao texto básico, no menor tempo possível.
A ‘narrativa’, que tem o teólogo/pregador como o agente principal, (o sujeito da ação), precisa ‘desempenhar’ a contento o ‘manejo’ da Palavra, atingindo a necessidade espiritual dos ouvintes na Comunidade de Fé.
No quadro semiótico, abrangendo o todo do sermão, faz-se necessário aplicar 6 (seis) palavras: ‘Pregação’, mensagem central em resumo; ‘fé’, sem a qual nada pode ser feito; ‘exegese’, a fórmula de melhor entender as Escrituras; ‘teologia’ e suas nuances; ‘texto’, o essencial para anunciar; e ‘sacrifício, palavra-chave do sermão.
O tema ‘escolhido’ deve ter um ‘percurso lógico’, longe da subjetividade e com explanação inteligível para toda a ‘Comunidade’.
Sem dúvida, o ‘pregador’ fará uma ‘análise teológica’ bem acurada, apresentando ‘perfomance’ na discursiva, com as características de legítima teologia sacerdotal, com os destaques dos sacrifícios, a tônica da ‘narração’.
Conclusão
Ao final do sermão expositivo, o ‘pregador’ deverá ter a consciência da aceitação da mensagem pelo público, atingindo todos os objetivos propostos desde a ‘leitura’ do texto de Jeremias. Na prática, o sermão precisa ter sido ‘assimilado’, tanto espiritualmente como também nas questões sociológicas da Comunidade envolvida. É uma questão de ‘crítica e autocrítica’. A mensagem, sendo direta e oportuna, calou ‘fundo’ no âmago das pessoas, mexendo com suas ‘emoções’ e ‘sentimentos’, em momentos de perplexidade.
Para finalizar, é preciso que haja uma ‘avaliação’ do trabalho realizado com o texto sugerido, notadamente durante o ‘percurso temático’, no quesito ‘missional’, levando a Comunidade a uma profunda ‘reflexão’, no contexto de Estudos Bíblicos e os efetivos resultados para a ‘vida prática’ na atualidade.








