O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, NAS PALAVRAS DO APÓSTOLO PAULO
(2 Coríntios 3:6-18)
“Ele nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado, nesta parte, não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece.
Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido. E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então, o véu se tirará.
Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.
Cada sermão apresentado servirá o ‘crescimento’ espiritual e exortação dos fieis na ‘caminhada’ para a Eternidade.
O apostolo Paulo, ‘versado’ nas letras e ‘cheio’ da graça de Deus, não poupava palavras para ‘edificar’ de seu tempo, cuja ‘mensagem’ persiste até o momento atual, por ser uma ‘Palavra’ viva.
Ao afirmar que a ‘letra’ mata, o apóstolo não estava ‘desprezando’ o conhecimento, mostrava em suas epístolas que a vida no Espírito e mais excelente, devendo haver equilíbrio na aplicação prática na Igreja de Deus.
O ‘pregador’ cristão precisa ter conhecimento para ‘entregar’ um sermão na Igreja, mas sobretudo a mensagem não pode ser vazia e sim, cheia do Espírito, para que haja resultado. Assim também deve ser orientado estudo bíblico, que serve para a ‘edificação’ do povo eleito.
É profundo o texto apresentado pelo apóstolo que, sem dúvida, foi um ‘privilegiado’ na letra, formado aos “pés de Gamaliel”. No entanto, ele falava pelo Espírito de Deus e, com ousadia, ensinava a verdade cristalina aos seus ouvintes.
Na fase inicial, é preciso que a introdução ao tema de estudo seja claro e objetivo, para que as pessoas possam ‘entender’ todo o enunciado da mensagem, e ao final, sejam plenamente edificados pela Palavra.
A ‘pesquisa’, de forma acurada, vai ajudar muito a quem necessita de conhecimento e vida espritual plena. É possível que Paulo, em sua prédica, quisesse mostrar as vantagens da letra, que mata; mas também do Espírito, que vivifica.
Teologicamente, o novo pregador, tema tendência de mudar as regras, no entanto, a Palavra viva sugere, que a ‘essência’ precisa ser mantida. Era a vontade expressa do apóstolo no texto, e em toda a sua maneira de viver. Um exemplo para os fiéis, na letra e no Espírito.
Ao abordar os temas polêmicos e até mesmo assuntos do quotidiano, o ‘pregador’ deve estar atento aos aspectos sociais e culturais da época, sem ‘fugir’ dos ‘princípios’ do evangelho genuíno, que regenera o ser humano.
O senso de justiça tem que ‘prevalecer’, sendo o motivo primordial na teologia do apóstolo Paulo, notadamente no texto citado aqui, trazendo luz a todos os que querem se ‘aprofundar’ nas coisas que são do Alto.








