Cresci ouvindo as histórias de meus pais sobre as propriedades que pertenciam às famílias, paternas e maternas, no interior do Estado da Bahia. ‘Gameleira’, a fazenda do vovô Frutuoso José de Lima, foi vendida no ano de 1963. Herdada por minha mãe, após uma crise financeira vivida no interior do Paraná, papai foi à pequena Monte Alegre, e vendeu a propriedade por uma ‘bagatela’. No outro extremo da região, fica a propriedade dos avós paternos, conhecida como ‘Barra da Cerquinha’. Esta não foi vendida, felizmente. Ainda é ‘habitada’ pelos descendentes de Manoel Joaquim Alves da Silva, que ali desfrutam de muitas alegrias. As famílias ainda tiram o ‘sustento’ das terras herdadas, situadas às margens do histórico Rio de Antônio. Perto da cidade, à beira da antiga estrada, e fazendo parte da propriedade rural, existe um Templo da Assembleia de Deus, cujo dirigente é José de Brito, um dedicado presbítero. Ninguém pode imaginar como meu ‘querido’ pai se sentiria diante desta informação. Sem dúvida, é ‘emocionante’ saber que a maior ‘herança’ para os ‘moradores’ da antiga fazenda é espiritual, a existência da Comunidade de Fé, dirigida por um membro da família pioneira de Malhada de Pedras, Terra do ‘lendário’ Mané Diabinho.








