Poemas e Poetas do Brasil – PPB/0047
Colheita Saulo Ramos Então quando o céu de inverno (inverno só na folhinha) abriu os olhos vermelhos, a buzina que dormira o ano inteiro no embornal acordou na luz novinha sob um beijo do fiscal, ao pé do sino pesado que assustou a madrugada: a vendedora de flores que tinha um cesto encarnado no céu…






