Walmor de Souza Chagas (Alegrete,
28 de agosto
de 1930
— Guaratinguetá, 18 de janeiro
de 2013)
foi um ator,
diretor
e produtor
brasileiro.
Mudou-se para São Paulo no começo dos anos 50,
buscando uma chance no cinema. Cursou a Faculdade de
Filosofia da Universidade de São Paulo. Foi homem de teatro, com
larga atuação, e era apontado como artista de indiscutíveis méritos e criador
de personagens de grande impacto. Em 1952 fundou o Teatro das
Segundas-Feiras, junto com Ítalo Rossi,
encenando “Luta até o amanhecer”, de Ugo Betti. Estreou no Teatro Brasileiro de Comédia em 1954,
atuando na peça “Assassinato a domicílio”, de Frederick Knott, com
direção de Adolfo Celi. A estreia de Walmor Chagas no cinema
aconteceu em 1965, quando interpretou o empresário Carlos em São Paulo S/A, de Luís Sérgio Person, e contracenou com Eva Wilma.
O filme recebeu o Prêmio Cabeza de Palenque na VIII Reseña Mundial de los
Festivales Cinematográficos de Acapulco, e a atuação de Walmor recebeu
elogios do cineasta espanhol Luis Buñuel.
Na televisão, fez inúmeros personagens marcantes como o Fábio em Locomotivas,
Alberto Karany em Coração Alado, Horácio Ragner em Eu Prometo,
Oliva em Vereda Tropical, Afonso da Maia em Os Maias, Guilherme Amarante Paes em Salsa e
Merengue e mais recentemente o Dr. Salvatore em A Favorita.
Também participou de outras obras importantes na TV como Avenida
Paulista, O Pagador de Promessas e Mad Maria.
Walmor Chagas era viúvo da atriz Cacilda
Becker, com quem viveu durante treze anos – até a morte dela, em
1969. A união teve início em 1956, durante os ensaios de Gata em Teto de Zinco Quente, de Tennessee Williams, sob a direção de Maurice
Vaneau. O casal tinha uma filha adotiva, a cantora Maria Clara
Becker Chagas, conhecida como Clara Becker, nascida em
1964. No final da tarde de 18 de janeiro de 2013, foi encontrado morto por um
funcionário da pousada “7 Nascentes”, de sua propriedade, em Guaratinguetá,
no interior de São Paulo.









