VELHOS
AMIGOS. Mais de quatro décadas depois, eu me entristeço pelo fato de não me
lembrar dos nomes de todos aqueles que um dia chamei de amigos, por ter
esquecido alguns rostos, emoções que me foram significativas, mas sei que esse
é um mecanismo que permite sobrevivermos, sob pena de que não pudéssemos nos
esquecer também das mágoas que talvez nos alcançaram. Não é possível mesmo
lembrar de todos eles, mas o Sinézio, que agora reside em Goiânia e estudamos
juntos na Escola “Antônio Tupy Pinheiro”, jamais o esqueço. O seu mano “Chico” que
trabalha na prefeitura de Naviraí, me disse que ficará com ele por alguns dias
durante as festas natalinas. E os demais amigos, onde andam? Prefiro não citar
o nome de nenhum deles. A cada amigo que passou pela minha vida, minha gratidão
é eterna.
BATISTA MARQUES. Ao findar mais um dia de labuta, um contato amistoso com o
vice-prefeito de Mundo Novo, Nivaldo Batista Marques. Durante a visita ao velho
amigo de nossa família, uma série de “confabulâncias”, desde a política à
espiritualidade. Na oportunidade, a entrega de alguns exemplares do livro A
Grande Obra, lançado recentemente pela Chiado Editora, uma das maiores editoras
de Portugal. Curiosamente, o nome desse idealista tem 7 letras x 3, a trilogia
divina considerando-se a Cabala dos arcanos judaicos. Sem titubear, ele revela
a vontade expressa de concorrer às eleições de 2014 para o Parlamento do
Estado. No entanto, deixa bem claro que, na qualidade de soldado de seu
Partido, vai obedecer a orientação de lideranças comunitárias, notadamente do
companheiro Humberto Amaducci, a quem considera o Líder Maior. “Mas, não
tomarei nenhuma decisão sem a vontade permissiva de Deus, que é o dono absoluto
de minha vida”, conclui o pioneiro mundonovense.
BRASIL,
A PÁTRIA AMADA. “Agora tem o Brasil das mulheres e
o Brasil dos homens até nos discursos das autoridades, o Brasil dos negros, o
Brasil dos brancos e o Brasil dos pardos, o Brasil dos héteros e o Brasil dos
gays, o Brasil dos evangélicos e o Brasil dos católicos, Brasil com bolsa
família e Brasil sem bolsa família e nem sei mais quantas categorias, tudo
dividido direitinho e entremeado de animosidades, todo mundo agora dispõe de
várias categorias para odiar! A depender do caso, o sujeito está mais para uma
delas do que para essa conversa de Brasil, esquece esse negócio de Brasil, não
tem mais nada disso.” (João Ubaldo Ribeiro)
DE REFLETIR. A compaixão espiritual, no entanto, vai além. Ela se comove com os
efeitos do mal na vida da pessoa. À mulher adúltera, Jesus convidou a não pecar
mais. Chamou Mateus para que O seguisse e a partir dos comentários na refeição
oferecida, onde havia grande número de publicanos, tomou a palavra e afirmou
que são os doentes que necessitam de médico e que Ele viera chamar os pecadores
e não os justos. À samaritana ofereceu água viva. A Zaqueu apresentou a
salvação. A compaixão espiritual abomina o desejo de vingança e o prazer
malévolo ao assistir ao tombo dos que erraram.






