A QUESTÃO EDITORIAL DIANTE DA PROPALADA CRISE
Com a ideia fixa do desaparecimento do livro físico e jamais, que podem desaparecer, editores e livreiros continuaram se orientando pela mentalidade analógica do século passado, ao mesmo tempo em que faziam uma opção preferencial pela espetacularização midiática do livro, em detrimento da estruturação de uma indústria capaz de se auto sustentar e de se conectar com as reais demandas de seus leitores. A mesma coisa acontecia com a edição de jornais e revistas, diante da notícia negativa do setor editorial.
É IMPORTANTE SALIENTAR QUE sempre quando ocorre alguma crise, coloca-se a culpa nos suspeitos: “os brasileiros leem pouco, o governo não ajuda”. Ora, não joguem a responsabilidade nos leitores. A percepção geral é que os brasileiros leem cada vez mais, o suporte material é que deixou de ser obrigatório. Leem muita bobagem, claro, inclusive nas escolas, mas demanda por livros não falta. Já sobre o papel do governo, basta dizer que o poder público é, equivocadamente, o maior comprador de livros do Brasil, a ponto de tornar a maioria das editoras dependente do sistema, na dependência do dinheiro público.
No mundo globalizado, a situação pode ser complexa, mas ainda prevalece, na maior parte das pessoas, o hábito saudável da leitura. Incluindo aqui, naturalmente, os brasileiros, que não abandonaram, por completo a leitura de bons livros, além de jornais e revistas. Basta citar que “nos últimos anos, tem aumentado a tiragem de jornais e revista, não obstante, alguns terem realmente desaparecidos das bancas.” No caso específico do livro, tem aumentado o número de editoras, e consequentemente, a quantidade de títulos de livros e outras publicações.
O professor de Língua Portuguesa vem se desdobrando sobremaneira, para melhorar o quadro, no que se refere à aprendizagem, entendendo que, com a adoção de bons livros-texto, o estudante terá um melhor desempenho nos estudos.
Concluindo, a crise do setor existe, mas não de forma agravante, pela qual o brasileiro deixe de raciocinar. O livro ainda é real e peça fundamental para as pessoas, assim como os jornais e revistas, que têm um papel preponderante na cultura popular.
Aluno: JAIRO DE LIMA ALVES – Curso: Letras (RA 200636175)
TRIGO,Luciano. Crise do mercado editorial revela a falência de modelo. Disponível em: <g1.globo.com/pop-arte/blog/luciano-trigo/post/2018/12/01/crise-do-mercado-editorial-revela-falencia-de-um-modelo.ghtml >. Acesso em: 03 e marco de 2020.








