DECEPÇÃO E RESILIÊNCIA
Um homem nunca deve envergonhar-se por reconhecer que se enganou, pois isso equivale a dizer que hoje é mais sábio do que era ontem. Com a expressão utilizada, estou colocando em dúvida as minhas convicções a respeito do curso de Teologia, que tanto me entusiasmava. Talvez esteja eu embaraçado diante de um pequeno tropeço, uma barreira qualquer, ou movido por alguma incompreensão.
A decisão é pessoal, em momentos de perplexidade e de desânimo a que todos estamos expostos. De repente, acaba o entusiasmo que aflorava no âmago de um buscador sincero, nos derradeiros lampejos na Estrada da Vida. Insistir não convém, pedindo clemência a quem está distante, sem que possua um pouquinho de sensibilidade. Argumentos são desnecessários, quando os obstáculos estão à nossa frente, e que do outro lado, só é possível vislumbrar uma noite escura com atores insípidos.
Que fazer, então? Aguardar em silêncio os desdobramentos que estão a caminho, e no tempo sobremodo oportuno, tomar a decisão mais coerente. A resiliência deve fazer morada em nosso ser, em todos os momentos difíceis. Consultar o travesseiro, e mais que isso, buscar a segura orientação do Altíssimo, após os resultados de outras tantas atividades. Postergando nesse limite, a decisão virá depois.
Mundo Novo, 10 de julho de 2020
Jairo de Lima Alves, FRC








