Toda a cena é aberta, com um singelo vocabulário, nos versos 8 e 9: o Faraó é assessorado por sábos, feiticeiros e mágicos. É bom lembrar que Moisés e Arão não são especialistas em serpentes, mas defendem o povo hebreu, mediante a orientação de Javé, o Deus de Israel. Orienta-os no sentido de estabelecer o prodígio, no episódio das serpentes, que chama a atenção, de acordo com o texto em epígrafe. O Faraó fica, então, impressionado, após a ação determinante da vara de Moisés, que transmuta em serpente com muito mais eficácia. Ficam decepcionados, tanto o Faraó como também os seus asseclas palacianos. Para maior compreensão, seria o Faraó a principal serpente, vencida por Moisés e Arão em nome de Javé.
Características Teológicas em Êxodo 7.8-13
(1) Moisés desponta como um líder, que tinha intimidade com Deus. Ele livrou da servidão uma nação de cerca de 2,5 milhões de pessoas, conduzindo-as de um país para outro, e organizou assim, um sistema de jurisprudência que tem exercido um impacto duradouro sobre boa parte da civilização mundial.
(2) Os dois irmãos, Moisés e Arão, já em idade avançada, agiam pela vontade divina, para defender o seu povo do reino do Egito. “Quando Faraó vos falar, dizendo “Fazei vós um milagre, dirás a Arão – toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó; e se tornará em serpente.” (Êx 7:9). Revestidos de poder, e com a força dos Céus, eles venceram as serpentes, e todas as suas artimanhas.








