O racismo é uma questão muito discutida no Brasil, mas poucas soluções são obtidas com o debate nacional. Para os humanistas de um modo geral, a situação racial no País é reflexo do período escravocrata, entre 1550 1888. Mais de 300 anos subjugando a raça negra, e todo esse tempo contribuiu para o racismo acentuado em terras brasileiras, até os dias atuais.
As estatísticas mostram com clareza o subdesenvolvimento de negros e pardos, sendo necessárias algumas medidas para minorar o quadro, como é o caso da criação das quotas sociais, uma forma de compensação, daqueles que se acharem injustiçados pelo sistema. Mesmo assim, existe um racismo exacerbado que impede, quer queira ou não, o progresso da camada populacional atingida pela grande onda de preconceito, ainda vigente.
As taxas de letalidade no Brasil são assustadoras, bem maiores que nos Estados Unidos da América. A representação política e eleitoral também é inferior em nosso País. Basta acompanhar as sessões legislativas no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais. Ocupantes de poder executivo, público ou privado, também são de maioria branca. Neste setor, negros e pardos, estão em desvantagem. Com uma população formada por quase 60% (sessenta por cento) de negros e pardos, isso representa um retrocesso no aspecto sociológico do País.
Quando o assunto é renda, a disparidade pode ser sentida mais ainda. A discussão existe na sociedade e feita por profissinais da área, mas todos concordam que há pouco avanço nesta matéria. As estatísticas continuam mostrando números estarrecedores sobre as diferenças sociais, mas o quadro parece não mudar muito, diante dos debates que são promovidos.








