UM SONHO REVELADOR
O relógio marcava 5 horas da manhã. 26 de dezembro. O saudoso filho Castro Alves fazia parte do sonho. Num supermercado de Mundo Novo com os preços exorbitantes. O desejo era fazer uma compra muito grande, para durar pelo menos três meses. O primeiro produto que o filho separou para levar: 4 melancias; depois latas de óleo de soja e outras coisas.
No momento, diante do elevado preço, deu-se início ao questionamento sobre que tipo de mercadoria seria colocada no carrinho. O mercado estava cheio e todas as pessoas estavam assustadas com o que presenciavam. A dúvida pairava sobre cada um que realizava a compra, se poderiam pagar ao passar pelo caixa. Nós também tínhamos a mesma dúvida. Tenho ainda na lembrança que cada unidade de óleo de soja custava 11 reais.
Diante da perplexidade e de tantos comentários negativos, apareceu o dono do supermercado, assim considerado. Ele justificava os altos preços praticados na loja, dizendo que era por conta da logística e da inflação. Aconteceu até um bate-boca no corredor do mercado, entre o suposto dono e alguns clientes.
Num determinado momento, o tal proprietário bem exaltado, dizia que “não precisava de ninguém”, pois o que conquistou neste ramo será suficiente para sustentar toda a sua família por dezenas de anos, falando da riqueza adquirida nesta atividade comercial.
Perplexos e sem concluir a compra, ali mesmo veio a nossa decisão de ir para casa, avaliando a arrogância de um comerciante, que não teve o mínimo de humildade, e sem pensar atacou toda a clientela com jactância e muito orgulho. Considero que o sonho foi um aviso sobre os novos tempos em que vive a humanidade. Fui despertado!








