A VERDADE SOBRE A AUTORIA DO HINO DE MUNDO NOVO
Embora sem provas, a verdadeira autoria da letra que deu origem ao Hino de Mundo Novo, é questionada
Pouco divulgada a autoria do Hino de Mundo Novo, mas sempre executada a música em eventos do município, a letra é atribuída a Antoninho Melo dos Santos, um fiscal de rendas da prefeitura, hoje aposentado. Mais conhecido com “Toninho Garganta de Ouro”, ele fez parte da dupla sertaneja Costa Rica e Mundo Novo, tendo gravado um vinil com o parceiro Argemiro.
De quando em vez, o suposto autor do hino, ia ao jornal Tribuna do Povo, para que as correções e adaptações fossem feitas pelo jornalista Jairo de Lima Alves. Foi numa dessas visitas que ele trouxe a ideia de uma poesia sobre Mundo Novo, o que resultou na composição do Hino do Município. Como sempre fazia com outras letras, não foi diferente neste caso. No entanto, a coautoria nunca foi reivindicada e também não foi mencionada por Antoninho, ao longo de todo esse tempo, que remonta ao final da década de 1980. Não se trata de um plágio, e sim, a omissão da coautoria, quem sabe, por um motivo despretensioso.
Coube os arranjos ao maestro Pedro Martinez, na gestão do então prefeito José Carlos da Silva. Martinez (in Memoriam}, foi denunciado por crime de pedofilia, e o pai de uma das vítimas, qualificado pelas iniciais CVSN, que era empresário na cidade, e não querendo “fazer justiça com as próprias mãos”, preferiu encerrar as suas atividades comerciais aqui e ir embora com a família para outra região do Estado de Mato Grosso do Sul.
A letra do Hino de Mundo Novo:
Pioneirismo que outrora existiu,
semeando a semente do futuro;
foi assim que Mundo Novo surgiu,
caminhando confiante e seguro.
Mundo Novo não é mais sertão;
tem seu povo humilde e honrado,
que integrado à evolução,
grande esteio deste Estado.
Avante, avante,
Mundonovense!
Pujante povo
de um ideal.
Só com trabalho
quem luta, vence…
nesta fronteira,
tão altaneira,
Terra querida
de beleza tão igual.
Foram homens de grandes valores,
que elevaram o teu nome na história;
transformando os espinhos em flores,
nos trazendo o progresso de agora.
A ti canta este povo guerreiro
com denodo, com fé varonil;
Nestas plagas, és o primeiro,
exemplo vivo no Brasil.







