Ser místico é não dizer o que faz, nem o que vai fazer – é ser anônimo. É superar os medos do Eu pelo mergulho no Ser. É não ter a necessidade de demonstrar o que sabe; é falar pouco e escutar muito; é passar por louco e ser inteligente, ser confiante e não dependente, justo e autêntico, manso e confidente. Um bom místico não caça o futuro com ansiedade, não leva rasteira do passado, não fica preso à memória: vive só por hoje. Pisa no escuro do desconhecido, não foge de seu deserto, arrisca-se à incerteza, não troca o Pássaro do Ser pelos pássaros do ter. Ser místico é dizer “Aun”, é ser diferente sem fazer uso de marcas registradas. Ser místico é Ser História. É ter simplicidade e pureza, humildade e modéstia, coragem e bravura, fidelidade e esperança. Ser místico é ver Deus no nascer do sol, no brilho da lua e das estrelas ao anoitecer. É ouvir a Voz de Deus na sinfonia dos pássaros em parceria com o vento, e na voz do pedinte em meio ao mau tempo. É sentar-se quieto e atento no pulsar do Ser que o faz








