Antônio Francisco Lisboa – o “Aleijadinho”
Aleijadinho nasceu em Vila Rica no dia 29 de agosto de 1738. Foi escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial. Suas obras estão espalhadas pelas cidades de Ouro Preto, Tiradentes, São João Del-Rei, Mariana, Sabará, Morro Grande e Congonhas do Campo.
Os Doze Profetas, entalhados em pedra-sabão, para o terraço do “Santuário de Bom Jesus de Matozinhos”, em Congonhas do Campo; os Sete Cristos, para as seis “Capelas dos Passos”; a Capela de São Francisco de Assis, são testemunhos do desenvolvimento artístico de Minas Gerais, no século do ouro.
Aprendeu a esculpir e entalhar ainda criança, observando o trabalho de seu pai que esculpiu em madeira uma grande variedade de imagens religiosas, e de seu tio Antônio Francisco Pombal, importante entalhador de Vila Rica.
Por não ser compreendido pelos padres da então Vila Rica na questão financeira, ele interrompeu importante obra na cidade,se deslocando para Congonhas, onde estão suas obras mais famosas: o Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, iniciada em 1758. A planta imita o Santuário de Bom Jesus de Braga, Portugal. A escadaria está ornada por doze estátuas de profetas (1800-1805).
No auge de sua fama, surgiram os primeiros sinais da Lepra ou da sífilis, não se sabe ao certo a doença que o debilitou, mas não interrompeu suas atividades. Um ajudante o levava para toda parte e atava-lhe às mãos o cinzel, o martelo e a régua.
Segundo relato, apesar de ter sido membro da maçonaria, Aleijadinho foi encontrado morto num banco de praça em Ouro Preto, no dia 18 de novembro de 1814, aos 76 anos. Seu corpo foi sepultado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição do bairro de Antônio Dias, junto ao altar da Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte.








