PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO CONTRA AFRODESCENDENTES:
UMA PRÁTICA ABOMINÁVEL E CRIMINOSA
A ‘escravidão’ é uma marca infame que perturba a memória de pessoas que lembram ainda de fatos na história, cujos ‘reflexos’ estão no ‘imaginário’ de todo mundo, sem ‘entender’ como os ‘antepassados’ adotavam a ‘prática’, eliminando a Liberdade do ser humano, oriundos da África.
A ‘escravidão no Brasil’ foi implantada no início do século XVI. Em 1535 chegou a Salvador, BA, o primeiro navio com negros escravizados. Este ano é o marco do início da escravidão no Brasil Colônia, que só terminaria 353 anos depois em 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel.
Os negros africanos vinham substituir os nativos brasileiros na produção canavieira, pois esse tráfico dava lucro à Coroa Portuguesa, que recebia os impostos dos traficantes. A economia era quase que exclusivamente movida pelo braço escravo. O Brasil recebeu, aproximadamente, 4,8 milhões de africanos escravizados durante três séculos de tráfico.
O trabalho dos escravos africanos, a princípio, foi utilizado para atender as demandas da produção de açúcar nos engenhos. A vida de um escravo era dura e era marcada pela violência dos senhores e das autoridades coloniais. Ao longo dos anos, essa falta de atenção para com essa parcela da população gerou violência, exclusão, desemprego, o uso de drogas, marginalização social, vários tipos de problemas.
Durante a colonização no Brasil, com o domínio absoluto dos portugueses, injustiças eram praticadas contra os negros africanos, com mão de obra escrava e maus-tratos imperdoáveis pela classe dominante. Existiam escravos que trabalhavam no campo, nas residências e nas cidades. Os do campo eram extremamente mal vestidos, e muitos não tinham contato direto com seu senhor, apenas com o feitor. Os escravos domésticos tinham roupas melhores e contato direto com o senhor e sua família.
A ‘aludida’ reportagem no estado do Rio Grande do Norte, envolvendo um ‘quilombola’ demonstra claramente como ainda é tratado o ‘negro’ no Brasil. As autoridades militares e civis se manifestam contrariamente à atitude ‘tacanha’, mas fatos como esse podem ainda ser ‘detectados’ nos rincões da Pátria, uma prova inequívoca da prática da ‘discriminação’ social e do ‘preconceito’ reinante, com a divisão de classes.
As reportagens apresentadas como ilustração e as telas de Debret, mostram à geração atual que, não obstante às constantes ‘campanhas’ contra o racismo e outras formas de discriminação, prevalece ainda com muita força, o sentimento discriminatório entre os brasileiros. As semelhanças e diferenças entre os dois textos são perceptíveis, cuja prática deveria ser ‘punida’ severamente pelas autoridades constituídas. Os elementos de ‘tortura’ que são ‘praticados’ devem ser combatidos, sem dó nem piedade, por ser uma prática ‘infame’, devendo ser ‘repudiada’ por todas as pessoas de bom senso.
Resistir a este estado de coisas é um ‘dever’ de todo cidadão e muito mais das autoridades do setor, para os erros do passado não sejam repetidos em tempos modernos. As formas de resistência no passado colonial, sem dúvida, foram de pouco alcance, e muito sofriam os escravos africanos; no contexto atual, a chamada ‘discriminação’ racial ainda é notada, contudo, as leis punitivas são ‘brandas’ e os negros carregam a ‘marca’ do passado sem que possam se defender. Todos os dias, em alguma ‘localidade’ do ‘País Continental’ registram-se casos e mais casos da ‘malfadada’ discriminação contra os afrodescendentes.
É preciso que declare ‘maldita’ a herança deixada pela colonização portuguesa, quando o ‘massacre’ aos negros foi ‘institucionalizda’ no território brasileiro, com as funestas ‘consequências’, conhecida de todas. A Polícia precisa ‘agir’, assim como os ‘governantes’, quando as denúncias são feitas por ‘populares’, na tentativa de devolver ao negro os seus direitos de forma plena.
Na qualidade de futuro ‘professor’ de história, sentir-me-ei na obrigação de ‘combater’ os abusos contra os afrodescentes e toda espécie de preconceito vivida pelos negros em todas as regiões do Brasil, pois aqui reside o maior número de pessoas de ascendência africana fora de seu continente.








