POMPÍLIO BRITO SILVA – A CRÔNICA DO ADEUS
Neste dia, recebo os ‘manuscritos’ deixados pelo sobrinho Pompílio Brito Silva, que residia em Porto Velho, Rondônia. Irmã de Pompilinho e minha sobrinha Izabel Brito Silva, enviou o material, que servirá para uma breve consulta sobre o ‘legado’ do saudoso sobrinho, por meio de seus escritos num caderno. São memórias que não podem ficar ‘relegadas’ ao esquecimento. Uma espécie de ‘diário’, onde ele anotava tudo, incluindo os seus projetos de vida. Teve um infortúnio, perdendo a vida, sem explicações convincentes. As ‘lembranças’ deixadas por este jovem sonhador, jamais podem ficar esquecidas, numa gaveta qualquer. Na ‘tentativa’ de resgatar um pouco de suas ideias no caderno, aqui estão alguns registros, de forma resumida.
Pompilinho ficou internado durante 15 dias no hospital Samar, em Porto Velho, tendo entrado em transição no dia 19 de fevereiro de 2017, um domingo, por volta das 17 horas. Despedia-se do mundo, um dia após ter completado 49 anos; assim, estaria agora com 54 anos de idade.
Mundo Novo, 25 de fevereiro de 2022
Jairo de Lima Alves
31 de dezembro de 2014 – Ele expressa: “fui convidado, por telefone, para comparecer na Central de Transplantes para, no dia seguinte, ser internado para a cirurgia de córnea. Era o dia 1 de janeiro de 2015.” E conclui: “fui internado no dia previsto, no Hospital de Base. No dia 2, fui submetido à cirurgia para transplante de córnea.”
Os que semeiam em lágrimas, ‘segarão’ com alegria. Aquele que leva a ‘preciosa’ semente, andando e chorando, voltará sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. A partir deste verso bíblico, Pompilinho, na qualidade de ‘vigilante’, desejou a todos os funcionários da empresa de Vigilânca e Segurança ‘Impactual’ – do quadro administrativo e demais trabalhadores -, principalmente ao casal de empresários, major Sharlon e senhora Val, as mais ricas bênçãos dos céus. Mais um ano estamos vencendo, e que o ano de 2015 seja excelente. O que não conseguimos realizar neste ano, que realizemos no ano vindouro. Votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo! (28.11.2014 – Pompílio Brito Silva).PELO ‘SEU’ RMÃO DANIEL
Pompilinho fez muitas intercessões especiais, por membros da família e por autoridades. Uma delas foi em favor de seu irmão Daniel. Dizia ele no dia 7 de outubro de 2014: “hoje vai acontecer a audiência. Que ele seja vitorioso no Tribunal.” Concluiu, suplicando: “meu Deus, é este o meu pedido, em nome de Jesus Cristo.”
Pompilinho, pretendendo ‘valorizar’ a história de seu querido pai, Armando Brito Silva, deixou em seu caderno, anotações neste sentido, com a trajetória da Família, percorrendo muitos lugares, para conquistar a tão sonhada felicidade. Na década de 1960, mais precisamente no ano de 1963, Armando chegou no estado do Paraná, juntamente com outros quatro irmãos, numa comitiva dirigida pelo avô Pompílio Brito Alves, cuja origem era a cidade de Maetinga, na Bahia. Integravam o grupo: Eliezer, Armando, Manoel e Clóvis e ainda José Lima, o Zeca. Destes citados, apenas Eliezer Brito Silva, o mais velho, está com vida e Morando na Terra Natal de todos eles.
Simeia também nasceu em Eldorado, no ano de 1983. O caçula Simei nasceu em Brasileia, no ano de 1986..APÊNDICE
“Sonhei com o meu avô” – Relato de Pompilinho
Na noite do dia 9 para o dia 10 de janeiro do ano de hum mil e novecentos e noventa e sete, eu, POMPÌLIO DE BRITO SILVA – carinhosamente conhecido como ‘Pompílinho’ pelos tios, primos e até mesmo por alguns amigos de infância.
Estava eu muito enfermo aproximadamente seis meses, com uma doença diagnosticada pela ciência médica como Síndrome do Pânico, associada com a maldita depressão. Em minha humilde casa que fica localizada na rua Mamba, esquina com Maldonado, 3373, bairro Cidade do Lobo, na cidade de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, região norte do Brasil. Estava ‘confinado’ no meu quarto quase incomunicável e de repente tive um sonho com meu avô, o ancião POMPÌLIO BRITO ALVES.
No sonho eu ‘caminhava’ em uma estrada muito bonita e bem abaulada. Quem conhece o ramo de ‘terraplenagem’, sabe como é, principalmente engenheiros entre outros profissionais. Digo isto porque conheço muito bem da referida profissão, na verdade eu corria naquela belíssima estrada quando de repente em uma curva bem acentuada avistei o meu querido avô, sentado e encostado em uma linda árvore, de porte médio, que estava bem centralizada em um jardim nunca visto por mim em toda a minha existência, em minha caminhada nessa ‘minha vida’, hoje com quarenta e dois anos de idade.
Interessante que eu não estava triste, mas sim muito alegre; corria, corria e gritava ao meu avô dizendo as seguintes palavras: “vovô, o que o senhor está fazendo neste lugar tão bonito?” E ele não respondia! Eu insistia a gritar, mas ele parecia que não me ouvia. Quanto mais eu corria, parecia que estava ficando cada vez mais distante dele, e de repente apareceu três homens bem trajados de terno. Eu enxergava os corpos, porém os rostos brilhavam muito e não conseguia vê-los, e muito depressa, dois deles pegaram cada um nos braços de meu avô, e o terceiro homem foi atrás dele como um segurança e levaram-no desaparecendo em uma nuvem azul. Num determinado momento, de tanto eu gritar, meu avô olhou para trás e me falou: “estou indo para uma missão, meu filho! Nesse instante, acordei!”…
Fiquei pensando: meu Deus,, nunca sonhei com o meu avô! Um sonho tão maravilhoso como este. Pensei: estou perturbado tanto psicologicamente como espiritualmente. E como na ocasião estava fazendo uso de medicamentos psicotrópicos fortíssimos prescritos por especialistas, adormeci novamente. Por volta das 7 horas da manhã do dia 10 de janeiro ouvi uma pessoa chorando bastante no portão de minha casa. Era a minha mãe, a filha única dentre os cinco irmãos homens, sem conseguir falar nada, e a minha esposa conduziu a minha mãe para o interior da casa. Então, ela conseguiu falar o seguinte: “papai morreu! Comecei a chorar sozinho naquela solidão que eu me encontrava.”
Alguns meses depois, consegui passagens para fazer tratamento na cidade Sul-matogrossense de Campo Grande, mais precisamente na Santa Casa. Certo dia, depois de retornar da consulta médica, resolvi contar o sonho ao meu tio Genoves e sua esposa, a tia Nicinha, ali em sua casa, na rua Crisântemos, no bairro Lar do Trabalhador. Contei detalhadamente o sonho, e o meu tio não resistindo, começou a chorar, até porque ele é uma pessoa muito emotiva e chora muito. Não sei se ele lembra disso, mas ele chorou bastante e me falou assim: “Pompilinho, eu nunca li a Bíblia, mas acredito nesse sonho, até porque você é neto e o espírito testifica.” Em seguida, ele me falou que o seu irmão e meu tio Jairo, o filho caçula de meu avô estava chegando aqui em Campo Grande, e ai você conta prá ele. Horas depois, chegou meu tio, e fomos almoçar. O tio Genoves falou com ele sobre o sonho, e depois de saborearmos aquela suculenta macarronada, sentamos na confortável varanda de sua casa e contei o sonho ao tio Jairo. Ele atentamente ouviu, e assim que terminei, ele pediu que eu escrevesse que ele publicaria, até porque é um escritor renomado e de grande responsabilidade. Pensei muito, e depois de mais de treze anos que tive este sonho, resolvi escrever não para me enaltecer, até porque confesso o Evangelho de Jesus Cristo, e creio verdadeiramente em sonhos porque é bíblico. Basta conferir no evangelho de Mateus 1.18-25 _ O nascimento de Jesus Cristo.
Lembro-me ainda muito bem do meu avô, quando eu era menino, sendo ele um autêntico servo de Deus, que anunciava pregava a palavra do Senhor Jesus Cristo, em um sistema de comunicação conhecido na época como ‘voz da cidade’. Eram quatro bocas de alto falantes com um simples estúdio de locução. Meu avô tinha dificuldades de dicção, era gago, mas nunca se esquivou diante dos microfones. Tinha espírito de liderança, estudioso da Bíblia e assíduo nos cultos da igreja, que ficava perto de sua casa na cidade de Mundo Novo, onde, se não falha a memória, foi um dos pioneiros. Deixou exemplo de pai, sogro, avô e bisavô. Portanto, eu creio de todo o meu coração sem demagogia ou sensacionalismo, que ele está no seio de Abraão, aguardando o som da trombeta e a volta de Cristo, no grande dia da ressurreição.
Paulo, prevê a sua morte. Diz a Timóteo que venha ter com ele. Escreve-lhe acerca de diversas pessoas e manda saudações finais. PORQUE EU JÁ ESTOU SENDO OFERECIDO POR ASPERSÃO DE SACRIFICIO, E O TEMPO DA MINHA PARTIDA ESTÁ PROXÍMA. COMBATI O BOM COMBATE, ACABEI A CARREIRA E GUARDEI A FÉ. DESDE AGORA, A COROA DA JUSTIÇA, ME ESTÁ GUARDADA, A QUAL O SENHOR, JUSTO JUÍZ, ME DARÁ NAQUELE DIA; E NÃO SOMENTE A MIM, MAS TAMBÉM A TODOS OS QUE AMAREM A SUA VINDA. (II TIMÓTEO 4.6-8)
Deixo bem claro que este sonho é verídico e que passei treze anos para escrevê-lo, em detrimento de sérios problemas de saúde que enfrentei durante todo esse tempo, mas ficou ‘armazenado’ em minha memória, e neste mês de Abril, escrevi o relato. Confesso que sou leigo em conhecimentos, principalmente na língua portuguesa, então agradeço ao meu estimado tio Jairo de Lima Alves, um intelectual na língua e na literatura, bem como no jornalismo, entre outros assuntos; também ao tio Genoves, o “chorão”, que é hospitaleiro e acolhedor nos momentos difíceis. (Pompílio de Brito Silva – 30 de abril de 2010)
PALAVRAS AO SOBRINHO POMPÍLIO
Meu estimado sobrinho e, como sempre dizia: meu ‘afilhado’. Seria hoje o seu aniversário. Se estivesse aqui, estaria hoje com 54 anos de idade. Onde estiver, neste momento, aceite os meus sinceros cumprimentos. Você repousa em sua Câmara Espiritual, enquanto aqui continuamos ainda, na tentativa de produzir alguns frutos para o reino do Pai. Deus seja louvado, Pompilinho!










