Saulo de Tarso, após a ‘conversão’, não foi aceito pelos irmãos de Jerusalém; tinham ‘medo’ dele, e foi aconselhado a ir para sua Terra, para um ‘discipulado’, ficando lá por três anos.
Saulo de Tarso teria nascido no ano 5 AD. Comumente conhecido como Paulo de Tarso ou apóstolo Paulo, foi um dos mais influentes escritores, teólogos e pregadores do Cristianismo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada “paulinismo“, foi fundamental por causa de seu papel como notável apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do evangelho no Império Romano. Paulo também exerce uma grande influência na filosofia cristã, tendo Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino usufruído de seu pensamento. No tempo de Saulo, se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém, de acordo com o relato na Bíblia. Durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, “os levasse presos a Jerusalém”, Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz. Ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias, que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo. Juntamente com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada. A questão de sua cidadania romana gera certa curiosidade. Paulo afirma em Atos 22, 28 ser romano “de nascimento”. Tal declaração parece indicar que o apóstolo herdou essa posição de seu pai.
Catorze cartas no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em oito delas é contestada por estudiosos modernos. Agostinho desenvolveu a ideia de Paulo que a salvação é baseada na fé e não nas “obras da Lei“. A interpretação de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de sola fide.
A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as ‘crenças’ religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica. por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu Novo Testamento, fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição.
Sobre a morte de Paulo, informa Clemente: “Por causa de inveja e brigas, Paulo, pelo exemplo, mostrou a recompensa da resistência paciente. Após ele ter sido preso por sete vezes, ter sido exilado, apedrejado e ter pregado no ocidente e no oriente, ele recebeu o reconhecimento que era o prêmio da sua fé, tendo ensinado a retidão para o mundo inteiro e tendo chegado aos confins do ocidente. E quando ele já tinha dado seu testemunho perante os governantes, partiu deste mundo e foi para um lugar sagrado, tendo encontrado um notável padrão de resistência paciente.” Paulo teria sido ‘decapitado’ durante o reino do imperador romano Nero, no ano de 67, algum tempo após Roma ter sido devastada por um incêndio. Paulo deveria ter 62 anos de idade ao despedir-se do mundo.








