A inimizade, em si, nunca valeu a pena, e só deixa ‘sequelas’ irreparáveis. Minha mãe contava sempre o caso de dois irmãos dela, meus tios ‘Nicodemos’ e ‘Frutuoso’ que, motivados por coisas fúteis, tornaram-se inimigos mortais. Esse fato se repete em muitas famílias, até mesmo por questão de herança e talvez por outras ‘besteiras’. Os tios, por uma iniciativa louvável, puderam fazer as pazes. No leito de morte, tio ‘Dedeu’ exclamou: “após o concerto, um alívio na alma, como se fosse chuva de bênção inundando minha casa; águas que chegam da casa de meu irmão Nicodemos.” O querido tio ‘Dedeu’, o Frutuoso, depois de usufruir da bênção do perdão, pôde descansar em paz, junto à família, enquanto uma chuva silenciosa caía no telhado da casa onde vivia, na fazenda ‘Lagoa Preta’. A Natureza foi pródiga naquela tarde, durante poucos minutos!








