OS SOLDADOS DE CRISTO – As Cruzadas foram expedições religiosas e militares, ocorridas entre os séculos XI e XIII, cujo principal objetivo era resgatar a Terra Santa, que estava sob o domínio islâmico, para os cristãos.
Texto 1 – “A todo que partirem e morrerem no caminho, em terra ou mar, ou que perderem a vida combatendo os pagãos será concedida a remissão dos pecados. Que combatam os infiéis os que até agora se dedicavam a guerra privadas, com grande prejuízo dos fiéis. Que sejam doravante cavaleiros de Cristo os que não eram senão bandoleiros. Que lutem agora contra os bárbaros os que se batiam contra irmãos e seus pais. Que recebam as recompensas eternas os que até então lutavam por ganhos miseráveis. Que tenham uma dupla recompensa os que se esgotavam em detrimento do corpo e da alma. A terra que habitam é estreita e miserável, mas no território sagrado do oriente há extensões de onde jorram leite e mel (…)” Papa Urbano II no Concílio de Clermont em novembro de 1095. In: FRANCO JÚNIOR, Hilário. As Cruzadas. São Paulo: Moderna, 1999, p. 27.
Texto 2 – “Mas os soldados de Cristo combatem confiantes nas batalhas do Senhor, sem nenhum temor de pecar por pôr-se em perigo de morte e por matar o inimigo. Para eles, morrer ou matar por Cristo não implica qualquer crime, pelo contrário, traz a máxima glória”. San Bernardo de Claraval. In: Elogio de la nueva milicia templaria. Madrid: Siruela, 2005. p. 45
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS EM SALA DE AULA – O contexto histórico é claro, nos dois documentos. O objetivo dos autores não era outro, senão dominar a Terra Santa, sob ameaça dos islâmicos. Na verdade, o movimento Cruzado da Idade Média era, em nome da religião predominante, ‘fortalecer’ a Europa e defendê-la contra os invasores de Maomé. As Cruzadas eram incentivadas pelo ‘poder’ religioso da época. Na atualidade, de igual modo, surgem os rumores de guerra com novas estratégias, utilizando as novas técnicas de guerra com artilharias pesadas. O mundo tem ‘presenciado’ os confrontos, tanto no Oriente como também na Europa pós-moderna, no caso da Guerra da Rússia/Ucrânia.
A Europa vivia um período de paz, depois de longos séculos de guerras bárbaras. Essa paz e a prosperidade reinante provocaram um aumento na população, a retomada das atividades comerciais e o ressurgimento das cidades.
Primeira Cruzada (1096–1099) – Influenciado pela promessa do papa Urbano II de que o cavaleiro que participasse das Cruzadas teria o perdão de seus pecados, as primeiras expedições obtiveram inúmeros participantes, desde nobres até peregrinos.
Cruzada entre 1147 e 1149 – O papa Eugênio III e São Bernardo convocaram mais uma cruzada. Os reis Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império, atenderam à convocação e organizaram mais uma Cruzada.
As consequências – As Cruzadas aprofundaram a rivalidade entre cristãos e islâmicos. Porém, do ponto de vista econômico, as expedições possibilitaram o fortalecimento do comércio e o transporte de especiarias para o mercado europeu.
O papa Urbano II, percebendo o aumento populacional e a ‘proibição’ dos cristãos de adentrar Jerusalém, cidade santa para o cristianismo, decidiu organizar expedições religiosas e militares para lutar contra os islâmicos e reconquistar o acesso à Terra Santa. O cavaleiro que aceitasse participar dessas expedições ganharia a indulgência.
As Cruzadas ganharam aspecto de guerra santa, pois o combate se daria contra estrangeiros que professavam uma fé diferente do Cristianismo. Ao longo das nove Cruzadas, seus objetivos se modificaram, deixando de ter um aspecto religioso, para ganhar ‘motivações’ comerciais.







