Antes de continuar o comentário sobre o livro ‘Santidade’, de J. C. Ryle, pretende-se aqui, em rápidas pinceladas, traçar um ligeiro perfil do escritor. O nome dele era John Charles Ryle, comumente referido com J. C. Ryle, que foi um clérigo inglês, e o primeiro bispo da diocese da Igreja da Inglaterra em Liverpool. Foi espiritualmente despertado em 1838 enquanto ouvia a leitura de Efésios 2 em uma das capelas de Oxford, porém, ele concluiu seus estudos e pretendia seguir sua carreira, até que em junho de 1841, o banco de seu pai veio à falência, levando a família de Ryle á pobreza, com dividas. J. C. Ryle, sem condições de manter-se nem a si nem sua família, e não querendo envolver-se mais em política, considera a possibilidade de tornar-se clérigo. Assim, é ordenado pelo Bispo Sumner em Winchester em dezembro de 1842.
De posse da celebrada Obra do escritor inglês, a leitura prossegue, com atenção ao que escreveu, destacando os seus pensamentos cristãos, desde a página 108 até à página 133 . Para ele, “Paulo era um autêntico homem de Deus, um homem santo, um cristão que crescia e se desenvolvia.” Questiona, então: “Mas qual era o segredo de todo o seu progresso?” Ele nunca desviava a vista para além de Jesus. Disse o apóstolo: “Tudo posso naquele que me fortalece.”, além de tantas outras expressões dele, em todas as cartas que escreveu. Espelhando-se no apóstolo dos gentios, ele declarou que “o verdadeiro cristianismo é um combate na fé.”
O homem, outrora, perseguidor dos fiéis, teve o privilégio de ser elevado ao terceiro céu; caiu, pagando o preço, mas combatendo o bom combate, teve honras e guardou a fé, ao terminar a carreira. Assim era o apóstolo dos gentios que, a exemplo de Jesus, pagou um alto preço, ao converter-se a Cristo, quando estava a caminho de Damasco, e caiu cego, sendo transformado num vaso escolhido. Todos precisam pagar o preço para abraçar a fé cristã e seguir o Nazareno.








