Herodes e alguns dos seus descendentes são importantes na história do Novo Testamento. Para muitos leitores das Escrituras, as ligações familiares entre Herodes e os diversos descendentes da sua dinastia são um pouco confusas, inclusive porque o Novo Testamento chama dois desses descendentes simplesmente de Herodes, pois afinal descendem da dinastia herodiana. Trata-se, no caso, de Herodes Antipas, que reinava quando Jesus viveu na Terra, e de Agripa I, que reinou no tempo dos apóstolos. Herodes e seus descendentes governaram por um período de quatro gerações entre os anos de 37 a.C., quando Herodes, o Grande, subiu ao poder, e 92 d.C., quando morreu seu bisneto Agripa II.
Herodes I, o Grande (73-04 a.C.). Foi rei da Judeia, localizada onde hoje é o sul de Israel, entre os anos 40 e 4 a.C. Durante seu reinado, impulsionou o desenvolvimento da região, construiu diversas obras públicas e reconstruiu o Templo de Jerusalém. A cidade de Jerusalém está situada na extremidade de um planalto, na parte montanhosa no sul de Israel conhecida como Judeia.
Descrito como “um louco que assassinou sua própria família e inúmeros rabinos“, Herodes é conhecido por seus colossais projetos de construção em Jerusalém e outras partes do mundo antigo, em especial a reconstrução que patrocinou do segundo Templo, naquela cidade, por vezes chamado de Templo de Herodes. Herodes morreu em Jericó e deixou o reino dividido, por testamento, entre três dos seus filhos: Arquelau (Judeia e Samaria), Herodes Antipas (Galileia e Peréia) e Filipe (Ttureia e Traconítides). Herodes, também conhecido por seu epíteto, o Grande, foi um rei da Judeia, subordinado ao Império Romano.
Herodes Arquelau (23 a.C. — 18 d.C.) foi um príncipe que governou a Judeia por pouco tempo. Ele foi filho e sucessor de Herodes. O menos estimado dos filhos de Herodes, foi cruel e despótico. As queixas dos judeus contra ele finalmente o levaram ao exílio. Segundo o historiador judeu Flávio Josefo, Arquelau foi rei da Judeia, Idumeia e Samaria[2] durante dez anos[3], desde a confirmação do testamento de Herodes Magno pelo imperador Augusto (4 d.C.) até “trinta e sete anos depois da batalha de Áccio”[4] (6 d.C.).
Herodes Antipas era um príncipe frívolo, que foi acusado de vários crimes. Mandou decapitar João Batista por meio de Salomé, instigada por Herodias, esposa do seu meio-irmão Herodes Filipe, com quem ele havia se casado. Pôncio Pilatos enviou Jesus para Herodes, quando este estava em Jerusalém durante a Páscoa.
Herodes Filipe (4 a.C. — 34), filho de Herodes, o Grande, é um dos obscuros herodianos, muitas vezes confundido com seu meio-irmão, o tetrarca Filipe.
Quando Herodes, o Grande, dispôs sobre o futuro de seu reino, através de um testamento, Herodes Filipe foi simplesmente esquecido. No entanto, parece que, de início, o propósito do rei era lhe conceder uma posição de destaque, haja vista que lhe destinou por esposa sua neta, Herodias, então com apenas 4 anos, atitude típica de um monarca interessado em manter o poder exclusivamente no seio da própria família.
Herodes Filipe foi mandado para Roma, junto com a esposa, numa espécie de exílio dourado, onde viveu todo o resto de sua vida, em quase absoluta obscuridade. Aliás, ele já estava na capital do império quando seu meio-irmão, Herodes Antipas, o visitou e acabou se envolvendo com Herodias, que não relutou em deixar o marido para viver com o Tetrarca, levando consigo a filha do casal, Salomé.
Herodes e Jesus – São especialmente úteis para os historiadores”, explica Savage. “O imperador Tibério governou Roma entre 14 e 37 d.C., sabemos que Jesus nasceu entre 7 e 4 a.C. no final do reinado de Herodes. Sabendo que viveu 30 anos, podemos datar sua morte entre os anos 26 e 28”.








