CRISTÃO NO PALÁCIO DO BELO E OS LEÕES – Cristão, em seus passos, avançava no caminho e encontrou-se com os leões. Eram duas feras acorrentadas, mas as correntes não podiam ser vistas. Para o autor de O Peregrino, as correntes não são vistas pelos olhos humanos, mas Deus os protege das amarras do diabo. O porteiro, que era chamado por ‘vigilante’, percebendo que Cristão estava com medo, deu o brado de encorajamento, para seguir adiante e com fé, sem temer medo algum. Todos os obstáculos que estão à frente de Cristão servem para mostrar que os filhos de Deus são protegidos pelo Leão da tribo de Judá.
As feras rugiam, mas não atacavam o Cristão, pois este estava devidamente protegido, após ter chegado da cidade da Destruição. Sou um desventurado, mas agora possuo a graça divina, alertou Cristão ao seu amigo do Palácio Belo. Muitas figuras de linguagem eram usadas nos diálogos travados entre Cristão e outras personagens. A entrevista era, de certo modo, extensa, com o objetivo de alertar as pessoas sobre os perigos que o mundo oferece.








