Conclusão – Acabo, leitor, de contar-te o meu sonho; Espero não o aches mito enfadonho, Mas interpreta-o para mim ou para ti. Só te peço: não desvirtues o que vi, Senão não o bem, mas o mal te fará. Distorcer, portanto, te é opção má. Cuida também tu de evitar o extremo, De ver esse sonho como algo blasfemo. Nem deixes que esse símile ou imagem te leve ao riso ou à mera voragem. Larga isso aos meninos, aos malucos, Mas extrai a essência, espreme o suco, abre a cortina; transcende esse véu; disseca a metáfora sem ser infiel. Se ali buscares, acharás coisas boas, proveitosas até, dignas aliás de elogios. Mas se na cabeça te vier a impureza, releva, retendo o ouro, a riqueza. Não se acha o ouro envolto em minério? Pois trocar polpa por caroço é vitupério. Porém se tudo descartares como lixo, sonho de novo, me perdoa o capricho.
O Peregrino de Jonh Bunyan é um dos trabalhos mais significativos da literatura religiosa inglesa. Grandes nomes como C. S. Lewis e Ellen White recomendaram esse livro. Spurgeon leu a primeira vez aos seis anos, e depois cerca de 100 vezes no decorrer da vida.








