De repente, num estalo, veio à minha imaginação a fisionomia do bondoso professor Guiomar, que ministrava aulas de história na Escola Antônio Tupy Pinheiro, em Querência do Norte. Alguns alunos maldosamente o apelidaram de ‘professor Pardal’, ‘professor Tiriva’ e ‘professor Brilhantina ‘, mas ele não revidava e tratava todo mundo de forma cortês. Dedicado ao seu escritório contábil, ele não se negava a datilografar os poemas que eu escrevia. De quando em vez, ao concluir um trabalho em casa, às vezes um longo poema, eu ia ditando enquanto ele o datilografava com carinho. Certo dia, no ano de 1970, deixamos a pequena cidade no Noroeste do Paraná para construir a vida noutro estado. Nunca mais ouvi falar sobre o dedicado professor Guiomar, cuja generosidade era conhecida de toda a comunidade escolar.








