O nome dele era José Fernandes, conhecido como ‘Zé Alfaiate’, na cidade de Querência do Norte. Estudante ginasiano no Colégio Antônio Tupy Pinheiro, certo dia resolvemos aprender um pouco de filosofia com o mestre Noé Brondani, que residia na área rural, em seu sítio muito bem cuidado. A casa do filósofo era ‘abarrotada’ de livros e revistas da época. Conversamos até tarde da noite, saboreando o bom vinho de Noé. De repente, o Zé Alfaiate sumiu de nossa presença. Bebeu demais e se perdeu na mataria que havia ali perto. Eu dormi no chão, enquanto ouvia sussurros na sala. Noé Brondani conversava com outras visitas e recomendava para falar baixo, pois tinha alguém dormindo. Confesso que fiquei assustado e o Zé Alfaiate só apareceu no dia seguinte, com ‘ressaca’. Quanto ao velho Noé, a notícia é que morreu naquele lugar e seu corpo foi sepultado nas proximidades de sua residência, deixando para todos os estudantes querencianos o legado da sabedoria.








