Já na apresentação da Obra, pode-se dizer que “a ignorância, como a miséria, não é um resto que o progresso está extirpando e que reduzirá a nada, ou a bem pouco. Diz que “o Brasil é um sucess case na produção de miséria. Ambas são produzidas na mente das pessoas. Nosso País deveria ser melhor estudado, a esse respeito. Desde a invasão iniciada em 1500, foram introduzidas a escravidão, primeiro dos indígenas e, depois, dos africanos; a miséria, que provavelmente não existia antes dessa data, embora as condições de vida pudessem ser modestas. A exploração desmedida da natureza, a desigualdade gritante no interior da sociedade. Causa espécie, quando ouvimos, nos países colonizadores, algum clamor pelo respeito aos “aspectos positivos da colonização” – sem dúvida, somos, no Brasil, formados pela língua portuguesa, pela cultura europeia e, mais recentemente, pelas culturas que vêm do Oriente Próximo ao Extremo, mas o custo desta formação foi elevado.








