Durante a leitura do livro Ignorância, cheguei à página 33, quando trata de Ignorância Involuntária. Para entende um pouquinho do assunto, é preciso recorrer à teologia católica. Teólogos medievais como São Tomás de Aquino, usaram a frase “ignorância invencível” para se referir aos pagãos; Aristóteles, que desconhecia a existência do cristianismo, sempre dizia que ninguém é obrigado a seguir uma regra que não conhece seus princípios. No entanto, poderia esses pensadores, afirmar outra coisa, caso tivessem ciência destas coisas. O que fazemos sem intenção acidentalmente o fazemos. Ora, não podemos ter intenção do desconhecido. Logo, o que fazemos por ignorância é, na ordem dos nossos atos, acidental. Mas, o acidental não especifica. Logo, nada do feito por ignorância deve ser considerado, na ordem dos atos humanos, pecado ou virtude.








