No século VII, algumas zonas do interior da África Oriental permaneceram desprovidas de comunidades de agricultores. A mais importante cobre grande parte da Tanzânia Ocidental. A segunda situa-se no cerne da Tanzânia do Sudo-este. Podemos supor que os bandos de khoisan vivendo da caça e da colheita continuaram a desfrutar de uma existência independente, assim como muitas vezes ocorreria até uma época mais tardia. Porém, as pesquisas arqueológicas necessárias à verificação desta hipótese ainda hão de ser realizadas. Algumas sociedades cuchitas orientais desempenharam também um papel de primeiro plano, principalmente no norte do atual Quênia. Na vertente norte do Monte Quênia vivem povos falantes de uma forma arcaica do yaaku. Os cuchitas orientais de língua yaaku talvez tenham se alastrado na região a partir do primeiro ou segundo milênio antes da Era Cristã. Essencialmente pastores, ao que parece, mas pouco voltados para o cultivo de cereais, eles teriam integrado os cuchitas meridionais de língua mbuguan, que os haviam precedido no centro-norte do Quênia29, e sua língua também foi adotada por ao menos uma das comunidades de caçadores-coletores khoisan da vertente norte do Monte Quênia








