Olha o artesão de versos. Chega na calada da noite, desperto e inspirado. Empunha sua mágica pena e deixa fluir no encantado papel os acordes de mais uma lira. Perde-se entre as rimas – algumas se esvaem, feito bruma em um porto qualquer. Busca anotar todos os sussurros da alma e traduzir todos os desejos do coração. Entre um sorriso e algumas lágrimas, retrata fielmente cenas de paixão e saudade. Sentimentos intensos ou momentos vãos – não importa. Tudo deve ser colocado com exatidão. Quando a alvorada chegar, encontrará este artesão adormecido sobre sua poesia, coberto por estrelas e embalado pelo silêncio. Uma noite embalada pelo silêncio que apazigua a alma. Um despertar inspirado pela nova lira que é o amanhecer do novo dia.








