NOÉ BRONDANI
No início da colonização do município, havia um pioneiro chamado Noé Brondani, vindo do Rio Grande do Sul. Segundo familiares, Noé contribuiu muito para a história de Querência do Norte. Chegou em Querência do Norte no ano de 1952, e em 1953 adquiriu lotes na vila e uma área para o plantio de café. Em 1954, junto com outros moradores, instituiu o Diretório Distrital do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Nesse ano, Querência elevou-se município, e conforme familiares, foi graças ao empenho de Noé junto aos poderes Legislativo e Executivo de Curitiba que houve a emancipação política municipal. Também teve destaque nos trabalhos que desenvolveu no Rio Grande do Sul junto ao ex-governador Leonel Brizola e grande amigos de Getúlio Vargas. Noé era economista e falava vários idiomas. Em 1964, foi preso político, tendo de responder a Inquérito Policial Militar (IPM); porém, em 12/07/1968, foi absolvido. Adquiriu alguns bens, mas deles não tirava proveito para seu conforto. Isolou-se no meio da mata e vivia em um casebre, em condições precárias, por opção, não deixando de receber visitas e correspondências de pessoas influentes da política brasileira da época, que quando se dirigiam a Querência o procuravam; e também de médicos professores e alunos, para discussões dos mais variados assuntos. Noé Brondani foi muito estimado pelo povo de Querência do Norte, e faleceu em 11/12/1986. Em sua homenagem a biblioteca pública municipal é denominada “Noé Brondani”.
Segundo informação recente, os restos mortais de Noé Brondani foram trasladados para Curitiba.








