Com vocação para dar aula de literatura, decido aqui lembrar do episódio de Frankenstein, de Mary Shelley, cuja inspiração para escrever o livro surgiu na madrugada de 16 de junho de 1816, mas o incentivo veio de Percy Bysshe Shelley.
Reuni uma turma do ensino médio, da Escola “Marechal Rondon”, na cidade interiorana de Mundo Novo. Era uma turma seleta, de apenas 18 alunos, cada um com o desejo de conhecer um pouco sobre o romance, que ainda faz sucesso em toda parte.
Dentre tantas obras da literatura universal, eis que num lampejo de ideias, o aluno Vespasiano Silva, orientado pela maioria dos colegas, sugeriu o estudo da obra em epigrafe. O texto é, sem dúvida alguma, primoroso, apesentando nuances de uma típica “noite de terror”, assim poderia ser descrito o episódio transformado em livro, pela autora Mary Shelley, por sugestão de Lord Byron. Foi num cenário assim que, na qualidade de professor de Língua e Literatura, comecei o debate a respeito da fascinante obra, que fez dois séculos de lançamento, com uma trajetória de sucesso que, de início, teve o formato de um conto.
Não foi o acaso que levou o jovem estudante de medicina, Victor Frankenstein, emprestou o seu nome ao monstro, que daria vida a uma criatura a partir de cadáveres. A aluna Cida Feitosa, lembrou em tempo, que após a terceira edição do livro, revisada e publicada em 1831, a autora agradece a Percy,, que assina o primeiro prefácio de Frankenstein, naquela noite de tempestade.
Foi discutido o texto amplamente, e com os integrantes da turma, desenvolvido um teatro com as personagens em destaque, onde cada um entendeu como surgiu a figura de Frankenstein, representando um fantasma.








