O RICO E O POBRE
Uma ligeira alusão entre o rico e o pobre. Moravam na cidade de Chapadão do Sul os pioneiros JÚLIO ALVES MARTINS e GUILHERME LUIZ LOPES MARTINS, O Bom-Bom. No 13 dia de junho faleceu o colonizador da cidade, aos 91 anos de idade. Quatro dias depois, no dia 17, foi a vez do também pioneiro, Guilherme Bom-Bom, fazer a sua passagem.
Ambos eram muito queridos pelos moradores da cidade que escolheram para viver. A diferença, no entanto, que precisa ser registrada, é que Júlio era um homem rico; Guilherme era desprovido de bens materiais, e nem família possuía.
A cidade parou no sábado, para render homenagens ao ilustre fundador, com cortejo pelas principais avenidas, trovas gauchescas à sua memória, e o enterro foi realizado num Mausoléu localizado na fazenda da família.
Morreu na Santa Casa de Campo Grande o torcedor do Palmeiras, Guilherme Bom-Bom. Sem homenagem especial, alguns amigos demonstraram interesse em fazer o sepultamento do pioneiro na cidade em que morou durante mais de 30 anos, dando alegria a muita gente, com o seu jeito simples de ser.
Repete, assim, mais uma vez, o episódio que registra os paralelos entre o rico e o pobre. O rico, recebendo muitas homenagens, teve um final de vida em glória, inclusive o sepultamento. O pobre, apesar de ser um homem admirado, se não houvesse a compaixão dos melhores amigos, seria enterrado como indigente, por iniciativa do hospital que o atendeu na hora da morte.
Sem dúvida, há diferença enorme entre o Ter e o Ser, entre a riqueza e a pobreza. A história dos dois homens de Chapadão do Sul, evidencia o contraste que há na vida, entre as pessoas de notoriedade e aquelas que vivem no anonimato, sem honras na sociedade.
Neste sistema de coisas, é sempre assim. Quem sabe, no porvir, através de registros acásicos, a realidade poderá ser outra, quando as Leis do Cósmico, praticando a justa justiça, os valores humanos serão melhor avaliados, cada um recebendo a recompensa pelas obras praticadas.








