Muitas religiões, se não todas, têm produzido o fenômeno da profecia, quer continuamente quer em algum estágio de seu desenvolvimento. Essa observação é válida não somente para assim chamadas religiões primitivas, mas também para as mais sofisticadas. Por profecia, nós não entendemos especificamente ou principalmente a previsão do futuro, mas, sim, a mediação e interpretação da mente e vontade divina. Era nesse sentido que profêtês, termo grego que significa “aquele que fala por outro” ou “intérprete”, era usado, aproximadamente desde o Século V a.C., para designar aqueles que interpretavam a mente divina, manifesta de várias maneiras para si próprios ou para outras pessoas.








