Viola, Minha Viola – P/197

Viola, Minha Viola Viola, Minha Viola! Te presto esta homenagem Feita do pau de pinheiro, tens coração de madeira As dez cordas que ponteio são do céu a imagem… Você é a linda rainha desta terra brasileira Viola, Minha Viola! Te considero divina Em nosso Brasil caboclo tiveste uma grande glória Nesse Brasil sertanejo é…

Meu Jardim – P/196

Meu Jardim Num amplo quintal, onde as flores se abrem Gorjeiam os pássaros em alegre revoada… Nas paredes da casa, bate uma brisa suave A rede na varanda e minha mulher amada. As plantas respiram o ar que vem de fora… Ar puro que a Natureza sempre proporciona Um limoeiro com frutos muito abundantes Perto,…

A Contemplação – P/194

A Contemplação Um olhar fixo no horizonte, bem distante O Homem-Deus passa a meditar e admira A Criação, que é mistério, toda em flor A essência de todas as coisas: o amor Vislumbra a inteligência numa doce lira. A Natureza em festa, canta e tudo encanta Pássaros em revoada entoam o belo cantar A criatura…

A Oração Eficaz – P/193

A Oração Eficaz É madrugada! Alguém aparece para me despertar: O Mestre, tão meigo e cheio de intenso amor, Me diz suavemente que eu preciso ir ao Altar!… Louvo, agradeço e suplico. O coração em fervor. O sono é profundo, a Humanidade ainda dorme… Apenas alguns sussurros se pode ouvir lá fora. O vento balança…

A Santa Inquisição – P/191

A Santa Inquisição Matar em nome de Deus? Injúrias e provação Ninguém jamais ousaria se manifestar… Assim, quem poderia ficar longe da opressão? Domínio absoluto. E quem poderia falar? Idade Média, e então, tudo era obscuro… Massacres: fogueira, forca, guilhotina… Boca fechada seria bem mais seguro; O sacrifício ali era já uma rotina. Pela espada,…

Soneto para um Filho – P/190

Este soneto é dedicado ao filho Castro Alves, que necessita da mão divina estendida sobre sua vida, neste momento de apreensão. Ele sabe quanto é grande a misericórdia de Deus, que alcança todos os homens. Soneto para um Filho Angustia-se minh’alma distante de um filho dileto! Buscando guarida em longínqua terra, ele lá está… Ninguém…

Adeus, Patrese! – P/188

À memória de Aparecido Antônio da Silva, que de maneira covarde é torturado e morto sem compaixão por seus próprios amigos de comunidade. Aos familiares, as nossas condolências. Adeus, Patrese! Carinhosamente foi chamado de Patrese, Andava ele entre nós, a ninguém fazia mal. Um destino amargo teve, cruel morte! Sem piedade, o homem tem triste…