Há quem queira participar de um culto dos velhos tempos, com homens iletrados mas ungidos para pregar. E, assim, se sentiriam melhor no Templo da denominação preferida. Um relato pessoal: “Assisti a uma reunião, onde pouco mais de 100 pessoas estavam presentes e, no altar, alguns pregadores se revezavam.” Ouvi quando um rapaz foi tomado em mensagem profética, com a devida atenção dos crentes. Também um grupo de crianças entoou um cântico de louvor, enquanto a leitura bíblica foi feita com a explanação de um velho pastor, trazendo uma mensagem um tanto cansativa e inaudível, consequência de um som de má qualidade no interior do Templo, contribuindo para que os mais velhos sofressem as agruras dos antigos bancos de madeira.
Depois de mais de duas horas sentadas, as pessoas começavam “abrir a boca” com a proximidade do sono, sem que pelo menos fossem lembrados os 106 anos da igreja fundada por Gunnar Vingren e Daniel Berg, em Belém do Pará, instalada exatamente no dia 18 de junho de 1911. Realmente, para os que estão acostumados com mensagens eloquentes e com base escriturística, ficam frustradas diante da realidade atual da igreja que possui as características daquela descrita por João, na visão que teve sobre a Era de Laudiceia. Infelizmente, é esse o registro para esta data histórica.
Contudo, é necessário que haja tolerância nestes dias difíceis. É preciso que as pessoas possam conviver com todo esse sistema de coisas, quando a inoperância e a falta de preparo marcam forte presença nas organizações sociais, incluindo as próprias igrejas. Uma só palavra pode definir tudo isso: gestão administrativa. Se os templos forem bem administrados, como empresas que realmente são, a gestão será bem sucedida e os frutos serão colhidos pelos seus gestores. Se os cultos também tiverem uma boa administração, com ensinamentos sólidos e a doutrina bem aplicada, haverá progresso acentuado para toda a comunidade.








