Dizem que “recordar o passado, é sofrer duas vezes”. No meu imaginário, “recorder o passado, é voltar à história e reviver os melhores momentos, mesmo que sofridos.” Tempo de estudante ginasiano, na velha Querência do Norte, de tantas memórias felizes. Os bons espetáculos circenses, os grandes desfiles de Sete de Setembro, os primeiros romances e ilusões, o melhor ‘aprendizado’ de Língua Portuguesa, as melhores amizades e outras experiências para a vida. Serviço de alto-falante ‘O Uirapuru’, eu cantava com o meu irmão José. O apresentador Pitágoras era um gênio na pequena cidade. Após ser aprovado em ‘admissão ao ginásio’, fui matriculado, concluindo o ensino fundamental no ano de 1969. A gente Morava numa pequena ‘chácara’, desprovido de tudo. O trabalho era duro, as dificuldades eram imensas. A diretora da Escola ‘Antônio Tupy Pinheiro’, Celina Margaridi Ferreira, pagou minhas despesas de matrículas e pude voltar às aulas, para cursar a 6 série. A professora Darci Margaridi, dentre tantas educadoras, ensinava português com maestria, desde ‘análise morfológica’, as classes de palavras, até as complicadas ‘análises sintáticas’. Lembro-me também do padre José Manic, com que eu conversava em francês, fluentemente. Nos fins de semana, o circo estava lotado, e quem podia pagar ingresso, assistia aos shows da época com os sertanejos caipiras. Muito cedo, aos 17 anos de idade, dei um grande passo, na qualidade de professor primário, em turmas mistas, nos municípios de Querência do Norte e Santa Cruz de Monte Castelo. O ganho mensal correspondia a 80% do salário mínimo vigente. Era muito pouco, mas as aulas eram alegres e os alunos aprendiam com facilidade. Só alegria no convívio querenciano e, ao ingressar no ensino médio, no ano de 1970, foi necessária nossa transferência para Mundo Novo, onde chegamos no dia 17 de junho, com toda a família, para explorar a terra e começar uma nova etapa na vida profissional.








