A AÇÃO DA IGREJA NO MUNDO COM O PROPÓSITO DA TRANSFORMAÇÃO
O sofrimento de Deus é algo inexplicável, mas é preciso ser assimilado pelos homens, visando os propósitos divinos para a transformação da humanidade.
Antes de entrar no assunto em pauta, um pouco da vida do teólogo, que viveu para o amor cristão, defendendo a fé e lutando pela justiça. Dietrich Bonhoeffer nasceu em 1906 em Breslau (Breslávia), filho de Karl Bonhoeffer, professor de psiquiatria e neurologia na Universidade de Berlim, e Paula von Hase, descendente da nobreza prussiana. Sexto de oito filhos e gêmeo de Sabine, ele respirou desde a primeira infância uma atmosfera de grande abertura e laicidade. A sua escolha de fazer os estudos em teologia, com uma particular atenção à dimensão pastoral, certamente não foi obstaculizada, mas foi bastante singular para os seus familiares. Depois de concluir o doutorado com apenas 21 anos de idade e de obter a habilitação para o ensino universitário aos 24, iniciou-se uma carreira universitária segura e promissora.
O teólogo convicto exigiu com força uma ruptura com aquela ala da Igreja luterana propensa a um compromisso com a ideologia nazista. Em particular, nos primeiros meses de 1933, estava em discussão a introdução de um “parágrafo ariano”, ou seja, de uma cláusula que excluía do ministério todos aqueles que tinham origens judaicas. Bonhoeffer denunciou a natureza herética dessa proposta e queria um posicionamento mais decidido por parte do establishment eclesial e teológico, mas isso não ocorre Em 1933, porém, Adolf Hitler tornou-se chanceler, e o jovem teólogo deixou a cátedra universitária para não ter que colaborar com o novo governo, que perseguia explicitamente uma política militarista e antissemita.
Bonhoeffer soube estar e viver no limite e na contradição, em solidariedade com os irmãos sofredores, sem virar o rosto para o outro lado, sem se fechar, sem ignorar os seus gritos. E, por isso, foi enforcado no campo de Flossenbürg no dia 9 de abril de 1945.
A IGREJA NO MUNDO
Deus está presente no mundo, diante de todos os problemas humanos. Da mesma forma em que a Igreja é relevante e permanece no mundo, enfrentando os conflitos sociais e tantos outros, devendo assim, exercer o equilíbrio em meio às turbulências.
Nos conflitos armados e mesmo no aparecimento de ofertas tentadoras, os cristãos genuínos necessitam do auxílio divino para se manter no centro da vontade de Deus, sem nunca perder o foco.
Então, com a experiência de vida num mundo conturbando, é preciso que haja coerência no momento de tomar qualquer decisão e agir. A ação humana precisa estar de acordo com a expressa vontade de Deus, nem que isso lhe custe algum sacrifício, e até a própria vida, como no exemplo do teólogo alemão, perseguido pelo nazismo.
As proposições precisam ser críticas, quando chegar o momento de decisões que podem prejudicar comunidades inteiras. As características de homens sanguinários são marcantes e ‘pontuais’ em momentos cruciais da história do Cristianismo, contudo, os fiéis não podem ‘recuar’ de seus propósitos, os ‘princípios’ norteadores de sua conduta cristã. As soluções para cada problema desafiador vão se viabilizar, aplicando os métodos recomendados por Deus, nas Escrituras.
Relativamente ao cenário atual envolvendo a crise de propriedade e ‘exploração dos territórios indígenas’, muitas discussões têm sido travadas nos âmbitos de governo e congresso, visando uma saída honrosa. No contexto de ética e política, tem que ser levado em conta o valor do ser humano, independente de sua etnia. A questão vem sendo debatida sem muito êxito, onde a sociedade vive em complexidade sobre o assunto abordado pelas autoridades. Dividem-se as opiniões e os governantes agem, no sentido de trazer mais dividendos para o Estado, querendo-a mais próspera, em desfavor das minorias que não são ouvidas, dentre as quais as nações indígenas que, aos poucos estão sendo ‘dizimadas’ pelas ações ‘malfazejas’ de seus irmãos brancos. Dietrich Bonhoeffer, em seu pensamento altruístico e praticando a “ética cristã e a responsabilidade social” traria uma proposta mais abrangente, pela qual a ‘exploração’ das terras indígenas tomaria um rumo diferente, com o poder político menos absoluto.
Sem dúvida, na convivência humana com os conflitos, guerras e rumores de guerra, é preciso agir de cabeça erguida e sem titubear, tendo plena confiança no braço de Deus, para a vitória final.







