Morre o homem e fica a fama. É o que sempre foi dito pelos mais antigos. Nem sempre quem tem fama dorme na cama, e alguns deixam de ser honrados até mesmo pela própria família. Morreu o cantor Tonico, da dupla com o irmão Tinoco. Sepultado no Cemitério de Congonhas em São Paulo em agosto de 1994, tem hoje o sepulcro desprezado e nem mesmo a placa de identificação existe mais. A informação é que o IPTU deixou de ser pago. Diferente do irmão mais velho, Tinoco encontra-se sepultado no cemitério de Vila Alpina, com muito mais dignidade. João Salvador Perez, autor e intérprete da música sertaneja de raiz por mais de setenta anos, não teve a devida atenção das autoridades paulistanas, para honrar a sua memória. Onde estão os seus irmãos de maçonaria e a própria família sertaneja, que nada fazem para rememorar a história de um artista que tanto fez pela cultura caipira no Brasil? É lamentável o relato, mas é a dura realidade que vivem os milhares de fãs da dupla Coração do Brasil.








