Na cidade de Damasco, no ano 1889, foi tirada uma foto histórica que capturou a amizade não convencional entre dois homens, Samir e Muhammad. Samir era um anão cristão que não podia andar, enquanto Muhammad era um muçulmano cego que o carregava nas costas para navegar pelas ruas da cidade.
Apesar de terem vindo de religiões e origens diferentes, os dois órfãos partilharam um quarto e uma amizade inabalável. Samir tinha um talento especial para contar histórias das mil e uma noites, o que encantava os clientes de um café em Damasco, enquanto Muhammad vendia doces na mesma rua.
Muhammad confiava em Samir para o guiar, e Samir usava as costas do amigo para se mover pela cidade. Um dia, quando Muhammad voltou para o seu quarto, encontrou Samir morto. Ele chorou e lamentou seu amigo por sete dias seguidos, e eventualmente morreu de tristeza.
Quando perguntaram como duas pessoas de religiões e origens diferentes poderiam se dar tão bem, Muhammad simplesmente apontou para o seu coração e disse: “Aqui nós éramos iguais”. A foto de Tancrède Dumas, de 1889, se tornou um símbolo de amizade e respeito mútuo apesar das diferenças.
A crônica, registrada por Agnaldo Leonel na rede social, registra um fato interessante, que pode emocionar as pessoas, devido ao convívio entre Samir e Muhammad, que souberam valorizar a vida e a boa amizade, embora fossem de diferentes segmentos espirituais. Quão bom é que os irmãos vivam em união, como bem expressa o salmo 133, da Bíblia Cristã.








