CRISTÃO NO PLANALTO DA DESCONFIANÇA. O homem começou a correr, como se estivesse num deserto e sem rumo a seguir. Estava distante de sua casa, da mulher e dos filhos, enquanto o desespero tomava conta de sua vida. Ele tapava os ouvidos com os dedos e continuava a correr. Não olhava para trás e seguia com os olhos fixos para a campina, que estava à sua frente. Os vizinhos chegavam para vê-lo correr, mas ele não desistia. Alguns escarneciam dele, outros o ameaçavam, e outros imploravam, pedindo que voltasse.
Ele recusava a todos os apelos e também enfrentava as afrontas que recebia, com coragem e muita fé. Ele não queria ficar na cidade da destruição, contrariando a maioria dos moradores, que eram seus vizinhos e amigos. Ele informava que estava ‘buscando’ uma herança, que jamais iria desaparecer, herança eterna e imperecível. Era a proposta de Cristão, que abominava as trevas, porque a Luz brilhava em sua vida. Ele dizia: “Não adianta, vizinho Volúvel!” Não voltarei para minha casa, onde há um monte de gente sem juízo, debaixo de maldição. A mensagem de Cristão era forte e com muita resiliência.








