Maria Jiló é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante , que todo dia às 8 horas da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. Hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução. Alguém pensa que Maria Jiló se abateu?
Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: só retira aquilo que guardou. Então, a sugestão é depositar um monte de alegrias e felicidade numa Conta de Lembranças.
Recomenda-se deixar fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixar que os médicos se preocupem com isso.
Manter os amigos divertidos, procurando ajudar os depressivos, se puder. Aprender mais sobre computadores, e jardinagem, ou qualquer coisa. Evitar que o cérebro se torne preguiçoso, pois uma mente preguiçosa é a oficina do alemão Alzheimer. Apreciar sempre as pequenas coisas. Rir muitas vezes, durante muito tempo e alto. Se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele. Quando as lágrimas aparecerem, aguente e sofra com resignação. Faz bem rodear-se de tudo que ama, como família, animais, plantas, hobbies, e outras coisas.
Cuidar da saúde e realizar viagens oportunas, perto de casa ou para lugares distantes. É bom declarar amor às pessoas queridas, valorizando os momentos de estar com elas.
Maria Jiló afirma que “A verdadeira amizade é fundamental para todas as pessoas”; ela lembra que “o que importa não é o que se tem na vida, mas quem se tem na vida.”
(Contribuição do cooperador Moisés Morais)








