Silêncio obsequioso é uma regra ditatorial que se impõe,
medindo a resiliência de um povo forte e altaneiro…
em tempo de guerra, quando ninguém pode mais falar!
Homens de toga, com espírito de divindade, num altar.
Esses não vão calar a voz do sofrido povo brasileiro.
Num patamar de soberania, agem como semideuses,
nunca vistos praticando a justa justiça requerida;
ocupando um efêmero poder, ditam as normas…
no píncaro da glória, agindo de muitas formas…
não demorará muito tempo, perto está a guarida.
Roubando e ultrajando, seguem de déu-em-déu…
super heróis imaginam ser, mas nenhum é absoluto!
Atrocidades em nome da lei, e tantos outros males,
os homens de toga preferem que o mundo se cale.
A brava gente da nação não se rende ao astuto!
Ruas cheias, de Norte a Sul, em todos os recantos!
Ninguém se intimida diante da fúria do malvado;
perseguições e ruídos de tantas perversidades,
nos distantes rincões, nos sertões e nas cidades,
o clamor intenso e heróico de um povo ultrajado!
Enfim, há de chegar o momento, com certeza,
quando os algozes abatidos, não terão mais voz.
Sem necessitar que os mortos saiam da campa,
triunfante, o verdadeiro herói subirá a rampa…
acabando de vez com as injustiças, logo após!
Mundo Novo, 5 de novembro de 2022
Jairo de Lima Alves, FRC








