O povo de Israel disse a Gedeão: “Reina sobre nós tu, o teu filho e o teu neto, porque nos tiraste das mãos de Madiã.” Gedeão, porém, lhes respondeu: “Não serei eu quem reinará sobre vós nem tampouco meu filho, porque é Iahweh quem reinará sobre vós.” Disse mais Gedeão: “Permiti que vos faça um pedido. Que cada um de vós me dê um anel de ouro do seu despojo.” Os vencidos, de fato usavam anéis de ouro, porque eram ismaelitas. “Dá-los-emos de boa vontade,” responderam. Ele estendeu, pois, a sua capa, e cada um deles lançou nela um anel do seu despojo. O peso dos anéis de ouro que ele pedira chegou a mil e setecentos siclos de ouro, sem contar os crescentes, os brincos e as vestes de púrpura que os reis de Madiã traziam, e sem contar ainda os pendentes do pescoço dos seus camelos. Gedeão fez com isso um efod e o colocou na sua cidade, Efra. Todo Israel ali se prostituiu depois dele, e isso veio a ser um laço para Gedeão e sua casa. Assim, foi Madiã abatido diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantou a cabeça, e a terra descansou quarenta anos, todo o tempo que viveu Gedeão. E partiu Jerobaal, filho de Joás, e ficou em sua casa. Gedeão teve setenta filhos, gerados por ele, porque tinha muitas mulheres. A sua concubina, que residia em Siquém, lhe gerou também um filho, ao qual deu o nome de Abimeleque. Gedeão, filho de Joás, terminou os seus dias numa velhice feliz e foi sepultado no túmulo de Joás, seu pai, em Efra de Abiezer.








