Existem muitas opiniões não conclusivas sobre a identidade das duas testemunhas, citadas no Livro de Apocalipse. Antes de tudo, é necessário entender que as testemunhas são profetas enviados por Deus, cuja identificação se encontra na peculiaridade de suas vestimentas, com as características dos profetas do Antigo Testamento, razão que leva exegetas a identificar estes dois profetas como Elias e Moisés, ou Enoque e Elias.
Elias representa os profetas do Antigo Testamento, porque através de seu ministério evitou que chovesse; devido também à profecia de Malaquias, e ainda por não ter provado da morte, cumprindo assim a escritura de Hebreus 9.27. O capítulo 11 de Apocalipse, que trata do ministério das duas testemunhas, pode ser dividido em quatro parágrafos principais: a) identificação (11.1-3); b) autoridade (11.6); c) morte (11.1-8); d) ressurreição (11.11) .
Moisés representa a Lei, pois por meio de seu ministério transformou a água em sangue, e seu corpo foi escondido, a fim de que Deus pudesse usar seu corpo contra o Anticristo. Estas as razões que levam alguns a afirmar que será Elias e Moisés, visto terem eles aparecido no Monte da Transfiguração, descrita no evangelho de Mateus 17.3.
Enoque andou com Deus e não morreu, daí a necessidade de se cumprir Hebreus 9.27, como pensam outros estudiosos de teologia. Afirmam estes comentaristas que as testemunhas sejam Elias e Enoque, representados por cristãos que estarão atuando no espírito e poder de Elias e de Moisés. Na hipótese levantada, descarta-se a presença de Elias e Enoque como as duas testemunhas do Apocalipse. Considerando que Elias não morreu e que não foi deixado vestígio sobre a sepultura de Moisés, tendo os dois marcado presença no Monte da Transfiguração, e pensando ainda na Terra de Canaã, que o Legislador apenas contemplou, é possível que as duas testemunhas sejam mesmo as duas personagens do Velho Testamento.
As duas testemunhas são dois profetas de Deus que são vistos em uma visão por João na ilha de Patmos, e que aparecem durante o Segundo ai, a sexta trombeta, no Livro do Apocalipse 11.1-14. João relata que o átrio do Templo de Deus está agora para as nações durante 42 meses. Durante este período de 1260 dias, ou 42 meses, ou 3½ anos, as duas testemunhas terão autoridade para profetizar, vestidas de saco. Elas são descritas como duas oliveiras e dois castiçais que antecedem o Senhor na Terra. Ambos são capazes de devorar seus inimigos com fogo que que sairá de suas bocas. Também, eles têm poder sobre o céu e as águas, podendo ferir com toda sorte de pragas. Depois do seu testemunho de 42 meses, a Besta do Apocalipse é liberada por Deus para matar as duas testemunhas. Durante três dias e meio, o povo da Terra comemora a morte das duas testemunhas, que a atormentavam. Deus, então, ressuscita as duas testemunhas, chamando-as para subir ao céu; acontece, logo após, um grande terremoto e mata sete mil pessoas, destruindo um quarto da cidade.
Aí os dois profetas ouviram uma voz forte, que vinha do céu e lhes dizia: Subam aqui! Enquanto os seus inimigos olhavam, os dois profetas subiram ao céu numa nuvem. Naquele momento houve um violento terremoto. A décima parte da cidade foi destruída, e morreram sete mil pessoas. As outras ficaram com muito medo e louvaram a grandeza do Deus do céu. O segundo “ai” já passou. Mas olhem, que o terceiro “ai” virá logo. É a descrição em Apocalipse 11.12-14.
30.11.2019 – Jairo de Lima Alves








