Ao ler o texto sobre Métodos de Interpretação Bíblica, é mister que sejam abordados alguns métodos utilizados na Teologia Cristã por pregadores de muitos segmentos do Cristianismo.
Os métodos de interpretação da Bíblia Cristã, usados durante a história da Igreja, e ainda nos dias atuais são, por vezes, questionados por estudiosos e teólogos renomados. Há ênfase nos métodos “alegórico”, “histórico-crítico” e “pós-moderno”. O destaque é para a coerência do método “Histórico-Gramatical”, a mais honesta abordagem das Escrituras Sagradas, tendo a sua aplicação prática pelos cristãos no início, com resgate após a Reforma Protestante e, até os dias de hoje por cristãos sinceros.
Objetivamente, é necessário opinar sobre os métodos de interpretação bíblica, levando-se em conta as divergências encontradas aqui, ali e acolá.
É bom salientar que o texto apresentado com foco na Interpretação Bíblica é, em essência, razoável no mundo contemporâneo, especialmente entre os evangélicos em suas múltiplas fórmulas de interpretar os textos sagrados.
Não se pode, sob muitos aspectos, concordar plenamente com o pensamento do autor do aludido texto, devido às variações doutrinárias; algumas até consideradas incongruentes ou heréticas, para alguns exegetas.
A partir da Idade Média, relativamente ao Método Alegórico, este sofreu alterações consideráveis. Os exegetas medievais, seguindo Orígenes (185-253 d.C.), consideravam o sentido literal das Escrituras como pouco importante e pouco edificante.
Com a Reforma Protestante no século XVI, a importância do sentido literal do texto bíblico é resgatada e o “misticismo hermenêutico”, foi deixado de lado, no contexto do Método Histórico-Gramatical.
Seria interessante lembrar que o Método Histórico-Crítico de Interpretação, foi um método de interpretação da Bíblia Cristã próprio do liberalismo teológico, que é a sua base ideológica, e também chamado de Alta Crítica. A gênese do Método Histórico-Crítico está no Iluminismo, quando os homens passaram a achar que a própria razão, a “análise crítica e racional”, seria suficiente para compreender o mundo e resolver todos os seus problemas.
Diante da complexidade do tema “Interpretação Bíblica”, os questionamentos formulados são diversos: alguns com crítica moderada; outros, com acidez, defendem ideias próprias, quando interpretam as Escrituras. Então, para se chegar a um denominador comum, necessário se faz que o intérprete da Bíblia, busque por meio de minuciosos estudos, a melhor interpretação da Palavra de Deus.
JAIRO DE LIMA ALVES – TEOLOGIA
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